Pois é, li e reli
várias reportagens sobre a montagem do secretariado do novo prefeito do Recife
e, nada de secretaria de assistência social. Que visão interessante sobre o
quadro social do Recife. Espero uma explicação à altura para a extinção de uma
secretaria importantíssima para a inclusão de milhares de recifenses.
Não sou fã de assistencialismos,
entretanto, o Recife é uma cidade extremamente desigual. As mazelas sociais
estão nos quatro cantos de nossa bela Veneza brasileira. Excluir a secretaria
de assistência social do seu secretariado é sacramentar a ideia de que o Recife
não precisa mais de assistência para os mais pobres. Nossos cidadãos chegaram
ao ponto de não depender mais de assistência social?
O que o prefeito
Geraldo Júlio (PSB) viu em suas andanças pelo Recife no período eleitoral? Muita
riqueza, creio. Afinal, é a única explicação plausível para a extinção da
secretária de assistência social do Recife. Uma cidade com os problemas e desafios na esfera
social, como o Recife, demanda um exército para a resolução dos problemas.
O recifense ainda não
se emancipou. Basta visitar um posto de saúde da família, para constatarmos o
quanto precisamos caminhar rumo à emancipação social de nossa população. A presença
do Estado é vital para a sobrevivência de milhões de pessoas. Recife não é
diferente. Saúde, educação, habitação, desemprego, enfrentamento às drogas, prostituição infantil,
poluição... São inúmeros problemas para a assistência social no Recife.
Creio que esse choque
de gestão irá causar um grande benefício ao Recife: talvez o prefeito eleito
tenha algum projeto, no sentido de exportar os pobres para outro país. Quem
sabe, colocá-los em outras cidades da região. Afinal, para que pobres, se não
para onerar ainda mais o Estado. Pobres recifenses, muitos, caíram no conto do
mais esperto. Tristes trópicos. É o Recife do fim do mundo!
Os pobres do Recife já
tem o que comemorar em 2013: todos serão incluídos na classe média, ou
exportados para outro lugar. Recife não tem mais espaço para assistência
social. Somos uma cidade rica, para os ricos. Graças a Deus sou pobre, mais
rico das graças de Deus. Espero não ser obrigado a sair da minha cidade a fora.
Ai será demais!
Viva o socialismo do
choque de gestão! Afinal, vem ai um novo Recife.
Osmar
Morais Santos
sociólogo

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