domingo, 16 de dezembro de 2012

Um governo socialista sem assistência social? Choque de gestão!

Pois é, li e reli várias reportagens sobre a montagem do secretariado do novo prefeito do Recife e, nada de secretaria de assistência social. Que visão interessante sobre o quadro social do Recife. Espero uma explicação à altura para a extinção de uma secretaria importantíssima para a inclusão de milhares de recifenses.
Não sou fã de assistencialismos, entretanto, o Recife é uma cidade extremamente desigual. As mazelas sociais estão nos quatro cantos de nossa bela Veneza brasileira. Excluir a secretaria de assistência social do seu secretariado é sacramentar a ideia de que o Recife não precisa mais de assistência para os mais pobres. Nossos cidadãos chegaram ao ponto de não depender mais de assistência social?
O que o prefeito Geraldo Júlio (PSB) viu em suas andanças pelo Recife no período eleitoral? Muita riqueza, creio. Afinal, é a única explicação plausível para a extinção da secretária de assistência social do Recife.  Uma cidade com os problemas e desafios na esfera social, como o Recife, demanda um exército para a resolução dos problemas.
O recifense ainda não se emancipou. Basta visitar um posto de saúde da família, para constatarmos o quanto precisamos caminhar rumo à emancipação social de nossa população. A presença do Estado é vital para a sobrevivência de milhões de pessoas. Recife não é diferente. Saúde, educação, habitação, desemprego, enfrentamento às drogas, prostituição infantil, poluição... São inúmeros problemas para a assistência social no Recife.
Creio que esse choque de gestão irá causar um grande benefício ao Recife: talvez o prefeito eleito tenha algum projeto, no sentido de exportar os pobres para outro país. Quem sabe, colocá-los em outras cidades da região. Afinal, para que pobres, se não para onerar ainda mais o Estado. Pobres recifenses, muitos, caíram no conto do mais esperto. Tristes trópicos. É o Recife do fim do mundo!
Os pobres do Recife já tem o que comemorar em 2013: todos serão incluídos na classe média, ou exportados para outro lugar. Recife não tem mais espaço para assistência social. Somos uma cidade rica, para os ricos. Graças a Deus sou pobre, mais rico das graças de Deus. Espero não ser obrigado a sair da minha cidade a fora. Ai será demais!
Viva o socialismo do choque de gestão! Afinal, vem ai um novo Recife.
 
Osmar Morais Santos
sociólogo

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