quinta-feira, 28 de abril de 2011

Jarbas ganha destaque em editorial do Estadão nesta quinta-feira

Ética e decoro entre amigos

"Considera-se incompatível com a ética e o decoro parlamentar: o abuso das prerrogativas constitucionais asseguradas aos membros do Congresso Nacional; a percepção de vantagens indevidas; a prática de irregularidades graves no desempenho do mandato ou de encargos decorrentes." É o que está escrito na Resolução de 1993 que criou o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal. Não obstante, a reiteração de todas essas práticas abusivas enriquece o currículo de muitos políticos, inclusive daqueles que comandam hoje a Câmara Alta, verdadeiros campeões de denúncias apresentadas ao Conselho. Por exemplo, José Sarney, presidente da Casa pela terceira vez (11 processos só em 2010), e Renan Calheiros, líder do PMDB (cinco processos, em função dos quais foi forçado a renunciar à presidência do Senado em 2007).

Desmoralizado pelo hábito de não levar adiante nenhuma investigação sobre denúncias de quebra de decoro por parte dos senadores, o Conselho de Ética estava desativado havia cerca de dois anos, quando a bancada oposicionista renunciou coletivamente em protesto contra o arquivamento de todos os processos relativos ao "escândalo dos atos secretos" que envolviam José Sarney. Integrado por 15 titulares e 15 suplentes, o Conselho foi finalmente reconstituído esta semana, com uma escalação cuidadosamente planejada pela dupla Sarney-Calheiros para que continue fazendo exatamente o mesmo: arquivar os processos que contrariem seus interesses. Essa é a razão pela qual o renovado Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado é deliberadamente integrado por muitos parlamentares acusados de infringir os mais elementares princípios da ética e do decoro. Vários deles estão sob investigação judicial.

Para a presidência do Conselho foi designado um amigo do peito de Sarney, seu conterrâneo e correligionário João Alberto, que já ocupou o cargo por duas vezes com exemplar coerência: arquivou todos os processos que lhe chegaram às mãos. Mas nem por isso se constrangeu agora ao afirmar que agirá com "independência". E choramingou: "Estar no Conselho é cortar na nossa própria carne".

Para a vice-presidência, foi escolhido a dedo o senador Gim Argello, do PTB do Distrito Federal, aquele que se viu obrigado a renunciar à presidência da Comissão Mista de Orçamento depois que o Estado revelou como ele manipulava verbas parlamentares em benefício de "laranjas". Argello é investigado em inquérito que tramita no STF por ter alugado computadores por valor superfaturado quando era deputado distrital em Brasília. Finalmente, Renan Calheiros escalou a si próprio como membro permanente do colegiado.

Se dependesse exclusivamente da vontade dos próprios senadores, o Conselho de Ética nem existiria. Integrá-lo é considerado um enorme ônus político. Compreende-se. Para cumprir à risca a missão moralizadora do Conselho, o espírito corporativo teria que ser frontalmente contrariado. E não é para isso que muitos estão lá. Resultado: cansados de tentar em vão indicar membros de suas bancadas para integrar o grupo, vários líderes tiveram que escalar a si próprios para a dolorosa missão. Dos 15 membros titulares, 6 são líderes de bancada. "Foi por exclusão, ninguém queria de jeito nenhum e eu tive de assumir", admitiu o líder do PT, Humberto Costa. E até o líder do governo, Romero Jucá, teve que se conformar: "Isso é coisa do Renan. Como ninguém quer, acabou sobrando para mim". Diante de tão sinceras e eloquentes demonstrações de desapreço pelo trabalho do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o que se pode esperar?

Para o senador Jarbas Vasconcellos, dissidente da base de apoio parlamentar do governo no Congresso, a composição do Conselho é um desestímulo à apresentação de denúncias a serem investigadas: "Quem vai mandar alguma coisa para um conselho cheio de pessoas amigas do presidente da Casa?".

De fato, o retrospecto e as perspectivas não são nada animadores.

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Gráfico sobre a beatificação do Papa João Paulo II

Fonte: AFP

João Paulo II: um conservador que revolucionou a Igreja Católica

De Ella Ide (AFP)

CIDADE DO VATICANO — O Papa João Paulo II (1920-2005) foi um líder religioso enormemente reverenciado como um dos responsáveis pela ruína do Comunismo no Leste Europeu, mas há quem diga que ele tenha afastado muitos católicos com sua visão social conservadora.

Primeiro Papa não italiano em mais de 400 anos, e primeiro do Leste Europeu, o polonês Karol Wojtyla era muito popular, evitando a pompa que cercou seus antecessores e buscando contato com pessoas comuns.

Ele será agraciado no domingo em uma cerimônia solene de beatificação na Basílica de São Pedro que dará ao último pontífice a posição de "abençoado" para os mais de 1,1 bilhão de católicos em todo o mundo e vai colocá-lo no caminho da santificação.

Suas viagens o levaram a 129 países, onde defendeu a paz, denunciou o desrespeito aos Direitos Humanos e lamentou a decadência do mundo moderno.

Ele deixou um de seus atos mais memoráveis para o ocaso de seu pontificado - uma tentativa de purificar a alma da Igreja Católica Romana com um pedido de desculpas para varrer os pecados e erros cometidos durante seus 2.000 anos de existência, evocando implicitamente as Cruzadas, a Inquisição e o Holocausto.

João Paulo II nasceu em uma pequena cidade perto da Cracóvia, no sul da Polônia, em 18 de maio de 1920. Sua mãe morreu quando ele tinha oito anos e seu pai o criou, dando aulas de alemão e ensinando o filho a jogar futebol.

Ele estudou na Universidade Jaguelônica, na Cracóvia, onde ficou fascinado por teatro e escreveu algumas peças.

João Paulo nunca foi membro da resistência polonesa, mas a experiência da guerra levou-o a optar pela vida religiosa.

João Paulo se tornou pároco e ascendeu rapidamente na hierarquia da Igreja, chegando a cardeal.

Quando foi eleito Papa, em outubro de 1978, João Paulo tinha 58 anos; era um homem de porte atlético que não estava entre os maiores nomes da vasta burocracia da Santa Sé.

Sua primeira visita ao exterior foi a sua Polônia, inaugurando uma era de viagens pelo mundo que durou 27 anos com sua marca registrada de se ajoelhar para beijar o chão na chegada a cada novo destino.

Apesar das advertências dos soviéticos, as autoridades comunistas não foram capazes de impedir a visita do Papa em 1979, quando apareceu diante de mais de um milhão de pessoas que clamavam respeito aos Direitos Humanos.

O valor simbólico da visita foi imenso, revigorando o movimento anticomunista e levando ao nascimento do sindicato Solidariedade, um movimento de trabalhadores de oposição, dentro da Cortina de Ferro que se estendia na Europa Central e no Leste Europeu.

Com sua imensa popularidade, o Papa, afastou muitos católicos por meio de seus ensinamentos morais -- principalmente relacionados aos valores familiares, ao sexo fora do casamento, à homossexualidade, ao controle de natalidade, à eutanásia e ao aborto.

Reformistas, congregações jovens e do Terceiro Mundo, que enfrentava o alastramento devastador da Aids, ficaram cada vez mais desapontados com sua recusa em ceder na questão dos métodos contraceptivos.

Afetada pelo escândalo de padres pedófilos, o Papa, a pedido dos bispos americanos, aprovou novas medidas para punir padres que cometessem abusos sexuais.

Em 1981, ele esteve perto da morte quando o extremista turco Mehmet Ali Agca tentou matá-lo, atirando à queima-roupa na Praça São Pedro. Uma bala entrou em seu abdômen e outra quase acertou seu coração.

Os motivos por trás da tentativa de assassinato nunca ficaram claros: teorias da conspiração incluindo o serviço secreto búlgaro sob as ordens da KGB e uma tentativa de radicais islâmicos de matar o mais proeminente líder cristão foram levantadas.

O Papa disse que a Virgem Maria salvou sua vida e inseriu uma das balas em uma coroa cravejada de diamantes da Virgem de Fátima, em Portugal.

Ele se reuniu com cada grande líder de Estado ou Governo.

Os Estados Unidos, a União Soviética e, depois, a Rússia, os países do antigo bloco soviético, o México, Israel, a Jordânia e a Organização pela Libertação da Palestina estabeleceram relações diplomáticas com o Vaticano durante o seu pontificado.

João Paulo foi o primeiro papa a rezar em uma sinagoga, em Roma; o primeiro a entrar em uma mesquita em um país islâmico, em Damasco, Síria; e o primeiro a presidir um encontro de líderes das maiores religiões mundiais, em 1986.

João Paulo sofreu com vários problemas de saúde nos anos 1990, incluindo uma cirurgia para a retirada de um tumor benigno intestinal, um ombro fraturado, uma fratura no fêmur e o Mal de Parkinson, que o deixou muito debilitado.

Karol Wojtyla morreu aos 84 anos, em 2 de abril de 2005.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Vem mais um partido por ai: o Partido Social do Cid e do Ciro Gomes


A panela de pressão está prestes a explodir no PSB do Governador Eduardo Campos. O governador do Ceará Cid Gomes e seu irmão, o ex-deputado Ciro Gomes, planejam criar um novo partido político, o PS, ou seja, o Partido Social. Essa é uma demonstração da insatisfação dos dois políticos na legenda socialista. Vale lembrar que, Ciro Gomes, foi preterido da disputa presidencial em favor da candidatura Dilma Rousseff à Presidência da República ano passado. Os dois alegam falta de espaço no partido socialista. Verdade seja dita: é muito cacique para pouco índio. Ciro Gomes planeja se viabilizar para uma candidatura no PS à Presidência da República em 2014. É esperar para ver os próximos capítulos. "Pau que nasce torto nunca se endireita, menina que requebra, mãe, pega na cabeça..." Eu Quero é Mais! E segure o Tchan!!!

Jarbas critica privatização de aeroportos e diz que Dilma vai ‘roer o osso’

Do blog da Folha de Pernambuco

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O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) foi nesta quarta-feira (27) à tribuna criticar as contradições do PT, que nas campanhas eleitorais atacou as privatizações feitas no Governo Fernando Henrique Cardoso, mas agora anuncia a privatização de aeroportos. “O discurso oportunista, usado como bandeira de campanha, principalmente no segundo turno dos pleitos presidenciais, foi sepultado. A incompetência do PT em administrar os aeroportos levou o Governo a optar pela única solução capaz de viabilizar os eventos esportivos previstos para os próximos anos".

O discurso de Jarbas é embasado na atitude da presidente Dilma Rousseff em determinar que a Secretaria da Aviação Civil estabeleça os parâmetros para a privatização dos cinco principais aeroportos do País. “É o choque da realidade. Quando vivíamos sob a influência de um Presidente mistificador, Lula atribuía todos os seus erros e limitações a uma ‘herança maldita’. E agora? Depois de oito anos administrando de maneira irresponsável o setor aéreo brasileiro, qual seria a justificativa para o caos que enfrentamos?”, questionou o senador.

Jarbas questionou a atuação do Governo Lula na questão da infra-estrutura aeroportuária. “Lula anunciou um novo Brasil, capaz de promover em curto espaço de tempo, os maiores eventos esportivos da humanidade, mas não dotou o país das condições necessárias para sediá-los. Como se diz em Pernambuco, Lula ‘comeu a carne’ e Dilma vai ‘roer o osso’. E quem paga esta conta somos nós, os brasileiros que por meio de seus tributos custeiam esses desmandos administrativos.”

O parlamentar pernambucano disse que nas privatizações do Governo FHC houve a participação do Congresso. Para Jarbas, a emergência do momento levou o governo a anunciar um modelo misto, que no caso do aeroporto de Guarulhos, o maior do País, prevê a concessão restrita à construção e exploração de novas áreas, como o tão esperado terceiro terminal de passageiros e dois terminais remotos. “Aguardemos o anúncio oficial, com o detalhamento das concessões e o papel a ser desempenhado pela Infraero nesta nova formatação, onde vai dividir com o setor privado a exploração dos terminais. Infelizmente, pela forma como o processo está sendo conduzido, não alimento muitas esperanças de sucesso.”


Discurso do Senador Jarbas Vasconcelos no Senado

Senhor Presidente,

Senhoras Senadoras,

Senhores Senadores,

O dia de ontem, 26 de abril, merece um registro histórico. Finalmente a “máscara caiu”. A hipocrisia, método preferido pelo Partido dos Trabalhadores para lograr a população, foi desnudada. O discurso oportunista, usado como bandeira de campanha, principalmente no segundo turno dos pleitos presidenciais, foi sepultado.

A incompetência do PT em administrar os aeroportos levou o Governo a optar pela única solução capaz de viabilizar os eventos esportivos previstos para os próximos anos. A Presidente Dilma Roussef, contrariando toda a “ideologia barata” defendida pelo seu partido, determinou à Secretaria da Aviação Civil que estabeleça os parâmetros que irão culminar com a privatização dos cinco principais aeroportos de conexão e internacionais do país.

É o choque da realidade. Quando vivíamos sob a influência de um Presidente mistificador, Lula atribuía todos os seus erros e limitações a uma “herança maldita. E agora? Depois de oito anos administrando de maneira irresponsável, para dizer o mínimo, o setor aéreo brasileiro, qual seria a justificativa para o caos que enfrentamos? Não há justificativa, o que se constata é a mais completa incompetência. Deixamos para trás o discurso fácil, o uso despudorado da propaganda oficial. Agora, finalmente alguém tem que administrar o Brasil. Sobrou para a Presidente Dilma a verdadeira “herança maldita” da área de infraestrutura do Governo Lula.

O Ministro Antonio Palocci anunciou ontem, visivelmente constrangido, que “a Presidente já definiu o critério de concessão dos serviços para os terminais de Guarulhos, Viracopos e Brasília”. Segundo reportagem do Jornal O Globo, ainda um outro ministro afirmou que “Dilma acredita que a concessão para o setor privado é a única forma de enfrentar a deficiência da infraestrutura aeroportuária brasileira.”

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Senadores,

Esta é uma decisão tardia, tomada em momento de crise, sem a definição de um modelo para o setor. Não haverá regulação prévia. Outros setores da economia foram privatizados com sucesso porque houve planejamento, discussão. Houve a participação do Congresso, criaram-se as Agências Reguladoras, tão combatidas pelo governo Lula. A emergência do momento levou o governo a anunciar um modelo híbrido de administração aeroportuária, que no caso do aeroporto de Guarulhos, o maior do país, prevê a concessão restrita à construção e exploração de novas áreas, como o tão esperado terceiro terminal de passageiros e dois terminais remotos.

Aguardemos o anúncio oficial, com o detalhamento das concessões e o papel a ser desempenhado pela Infraero nesta nova formatação, onde vai dividir com o setor privado a exploração dos terminais. Infelizmente, pela forma como o processo está sendo conduzido, não alimento muitas esperanças de sucesso.

No anúncio, não faltou o cacoete petista em prometer o que não foi capaz de realizar nos últimos oito anos: “Manter a Infraero, que será profissionalizada para um processo de abertura de capital no futuro”. Novamente, a população brasileira é instada a acreditar em novas promessas. Uma empresa que foi responsável pelo maior “apagão” do setor na história do Brasil e protagonizou repetidos escândalos de corrupção, não merece este crédito de confiança.

Eis aí, Senhora Presidente, o desfecho que já era previsto por muitos.

Lula anunciou um novo Brasil, capaz de promover em curto espaço de tempo, os maiores eventos esportivos da humanidade, mas não dotou o país das condições necessárias para sediá-los. Como se diz em Pernambuco, Lula “comeu a carne” Dilma vai “roer o osso”. E quem paga esta conta somos nós, os brasileiros que por meio de seus tributos custeiam esses desmandos administrativos.

Espero que agora, os dirigentes do PT que engendraram aquela campanha infame, no segundo turno das eleições, demonizando a privatização dos setores de telefonia e de mineração, reconheçam que postergar a concessão dos aeroportos por motivos meramente ideológicos foi a verdadeira “herança maldita” deixada pelo Governo Lula.

Era o que tinha a dizer.
Muito obrigado.

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232: Abandono político, um retrocesso no “novo” PE

Do blog de Priscila Krause

Algum retrocesso paira no ar. Em dissonância com o propalado ideal de que Pernambuco vive um novo momento – em alguns discursos mais exagerados, nascemos literalmente há apenas cinco anos (um verdadeiro desrespeito com toda a nossa história) – o governo estadual publicou no último domingo (24) anúncio de duas páginas nos três principais jornais pernambucanos – a preço de ouro!, com dinheiro público! – para discutir de quem é a culpa do estado preocupante da BR 232, nosso principal eixo de desenvolvimento. Junto com a Páscoa, ressuscitou uma discussão absurda, sem rumos, sem interesse à sociedade, com apenas um propósito: atacar a gestão anterior, liderada por Jarbas Vasconcelos e Mendonça Filho. E o novo Pernambuco? Procura-se desesperadamente.

Para a líder da oposição na Câmara do Recife, vereadora Priscila Krause (DEM), usuária frequente da 232, o marketing palaciano é equivocado. “Viajei para Gravatá e Garanhuns nesse final de semana e o fato é que não há manutenção de uma obra que revolucionou Pernambuco. Temos ali uma prova marcante de que um governo responsável, voltado para o desenvolvimento da nossa terra, pode sim marcar para sempre um povo. As cidades do Agreste e seus cidadãos são frutos da 232″, afirma. Ela acrescenta: “O que o governo do Estado precisa fazer, e com urgência, não é gastar verba pública para alimentar uma disputa política infrutífera, pequena. A publicidade fere nossa bandeira porque utiliza o símbolo institucional do Estado para atacar um grupo político. Jarbas e Mendonça duplicaram a 232 e Eduardo Campos precisa cuidar da sua manutenção, como a de muitas outras estradas, e ponto final. Aliás, o abandono de vias tem sido um marco negativo da administração atual”, finalizou.

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Participe: qual a solução para o trânsito no Recife?

Do blog de Priscila Krause

O mandato da vereadora Priscila Krause abre nessa segunda-feira um debate sobre as soluções para a mobilidade urbana no Recife. A campanha vai dominar as Redes Sociais e, ao término, reunirá opiniões de cidadãos e especialistas. Participe! O Blog de Priscila adianta o banner eletrônico:

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terça-feira, 26 de abril de 2011


Filiar-se a um partido político é assinar em baixo os seus preceitos e suas ideias. O Democratas é um partido de ideias livres. Nosso partido defende a liberdade, o liberalismo. Fico impressionado com as notícias que, ora ou outra, leio nos meios de comunicação sobre o Democratas. Um dia colocam o partido lá na estratosfera, noutro dia, lá no quinto dos infernos. Opinião arretada, nê. Como formar opinião em fontes sem opinião. Fico arretado com essa promiscuidade jornalistica, e toda critica é rebatida como atentado a liberdade de expressão. Liberdade de expressão ou atentado a liberdade de expressão. Nosso país é pura incoerência. Um dia sonhei em estudar jornalismo. Hoje, ficaria muito decepcionado com a ideia. O jornalismo tornou-se mais uma mercadoria do grande mercado de consumo. Faça-se justiça: restam alguns moicanos. Como cristão acredito: "A verdade vos libertará." Paz e Bem!

sábado, 23 de abril de 2011

“Nossa fé se fundamenta na Páscoa”

Entrevista concedida ao Jornal Tribuna do Norte

SARA VASCONCELOS - repórter

“A Páscoa é a razão do cristianismo, a celebração da vida”. E neste domingo que se celebra a ressurreição de Jesus Cristo, o arcebispo de Natal, Dom Matias Patrício de Macedo, falou à TRIBUNA DO NORTE, não só do significado e reflexões acerca da Semana Santa, como também das suas expectativas quando está próximo de cumprir a exigência da Igreja e renunciar ao cargo que ocupa. Fez uma avaliação do momento atual vivido pela Igreja e dos novos movimentos que afloram. Dom Matias, que no último dia 14, completou 75 anos, deverá entregar o cargo, mas “não pretende pendurar as chuteiras”. Com 48 anos de vida religiosa falou do que aprendeu do povo e o que buscou passar a eles enquanto padre de Canguaretama, Pedro Velho, Nova Cruz, São Tomé, Lagoa Dantas, Serra de São Bento, Montanhas, Vila Flor, Baía Formosa, e como bispo nos últimos 21 anos. Confira a entrevista:

rodrigo senaO arcebispo de Natal, Dom Matias Patrício de Macedo, avalia o momento atual vivido pela Igreja e dos novos movimentos que afloramO arcebispo de Natal, Dom Matias Patrício de Macedo, avalia o momento atual vivido pela Igreja e dos novos movimentos que afloram
Esta foi uma semana de reflexões e festividades para os cristãos. Tudo em preparação para a Páscoa. Qual a importância desta data para a Igreja Católica?

A nossa fé se fundamenta nisso. Se Cristo não tivesse ressuscitado nossa fé não teria sentido, mas ele ressurgiu. Tudo que ele disse, se cumpriu. É palavra de vida. A Páscoa, a ressurreição é a razão do cristianismo. A liturgia durante a Semana Santa faz a ligação entre a morte e a ressurreição, porque é preciso passar por ela. É a celebração do mistério pascal: a paixão, a morte e a ressurreição. Porque a obra redentora de Jesus não se encerra na Cruz, mas continua na vitória da ressurreição. Todo domingo é um domingo de páscoa. E esperamos que nessa celebração da vida, todos se empenhem em implantar no mundo a cultura de vida e não de morte. Cristo ressuscitou e está vivo. E quis de uma maneira especial ficar no meio de nós, por meio da Eucaristia. A preparação, para este dia, inicia bem antes.

Ultrapassa a Semana Santa?

Esta vivência de fé é trabalhada durante toda a quaresma, desde a quarta-feira de cinzas, com o convite ao jejum, abstinência de carne, oração. Somos convidados a reviver desde a saída de Betânia à entrada em Jerusalém, onde vai acontecer o martírio. Onde foi o trono da glória dEle que é a cruz. Tudo suportado como servo sofredor, para cumprir o plano de Deus. A Semana Santa recorda e nos faz refletir sobre o significado do amor de Deus pela humanidade.

Ao contrário de anos atrás, é comum hoje se trocar o “guardar os dias santos” pelo curtir o feriadão da Semana Santa. Como o senhor vê esse enfraquecimento de tradições?

Essa troca é uma fraqueza do não viver bem a sua fé. Hoje em dia, a Igreja pede não só a prática de costumes tradicionais como o jejum, esmola, a oração, a escuta atenta da palavra de Deus. Mas a partir dos anos 60, com a campanha da fraternidade que começou aqui no Rio Grande Norte e hoje é da Igreja do Brasil, a ação social concreta. Quando se troca esse período de reserva, de meditação, de preparação para a comemoração do dia senhor faz disso algo que contraria os princípios. O feriadão pode resultar em acidentes, brigas, mortes, por conta dos excessos.

Essa mudança se deve a quê?

O mundo mudou. Hoje se busca muito o bem-estar, o individualismo, o prazer, o que satisfaz na hora. Sem a preocupação de pensar em algo superior a nós, em alguém que nos criou e deu a vida e tem um projeto de vida para nós.

E esse projeto de vida não é de bem-estar e satisfação?

Individualisticamente falando, não. O plano de Deus é um projeto para felicidade humana. Mas é preciso lembrar que a felicidade passa pelo segmento da cruz. “Quem quiser vir a mim pegue sua cruz e siga-me”. E Ele mesmo mostra o projeto de vida e libertação. E mais, Ele mesmo dá as coordenadas: que você perdoe, tenha coragem de pagar o mal para o bem, de dividir a túnica a mais com quem não tem. Esses ensinamentos estão obscurecidos pelo individualismo. Essa incapacidade de renúncia. E, contemplando esse mistério pascal. A gente deve se tocar e sentir que vale a pena ser um seguidor dele. Essa vida é um caminho que deve ser percorrido por nós, segundo à vontade daquele que nos criou.

Depois de 48 anos de vida religiosa, dos quais 21 como bispo, qual o maior aprendizado?

Aprendi sobretudo que vale a pena caminhar com o povo. Aprendi muito da alma das pessoas simples. Na experiência das confissões, percebemos como essas pessoas se voltam para Deus em determinados momentos e nos ensinam com suas histórias. Na noite de Natal, em cidades do interior em que fui padre, ver as estradas cheias, o povo nas ruas indo, à pé, a igreja são cenas que muito me dizem até hoje. É o testemunho do povo que ensina o interesse e o respeito pelas coisas, que concretiza o conhecimento teológico. E esse anseio do povo nos faz viver o nosso ideal com mais plenitude, mais gosto.

O ir ao encontro das pessoas nas paróquias foi considerada uma marca sua por padres e fiéis. Foi essa a mensagem que buscou passar?

Algo que eu aprendi e cultivo é se esforçar para acolher bem, no sentido não só de receber, mas do ir até o encontro do outro e levar Deus. Uma das preocupações da gente deve ser apresentar a pessoa de Jesus, por meio da evangelização, mas sobretudo pelo testemunho. Esse ir ao encontro é para facilitar o encontro de Deus e sentirem que o pastor não estar distante. Eu gostaria de ter ido a todas as igrejas e capelas das 88 paróquias da arquidiocese, mas fui a todas as sede dessas. Talvez possa ter falhado com a minha presença aqui (na Catedral), mas se não estava aqui é porque estava em alguma igreja. E algo que me preocupo neste restinho de tempo como arcebispo é que o povo do interior tem o direito de conhecer quem é esse Matias, por quem em toda missa eles pedem por ele.

E quem é esse Matias?

É o sertanejo, nascido no meio rural, no cheiro de curral. Meu pai criava umas vaquinhas do lado de casa. Minha mãe nunca foi à maternidade e teve 16 filhos no sertão de Santa do Matos e de Angicos. Eu sou esse que foi tirado do meio do povo e que me coloquei a serviço dessas pessoas para cuidar das coisas relacionadas a Deus. Para fazer essa ponte entre Deus e os homens.

Já que citou o restinho de dias à frente da Arquidiocese: o senhor já fez a carta de renúncia?

Não. Será feita até o final do mês. O código do direito canônico diz que aos 75 anos deve ser feita, então tenho um ano pela frente. Mas quero fazer logo. Quero que saia logo esse resultado. Que demora uma média de um ano para ser definido.

O senhor gostaria de permanecer como arcebispo?

Gostaria de ficar até o dia que a Igreja quiser. Eu estou a serviço. E ao mesmo tempo não gostaria que demorasse muito. Para vir logo outro, mais jovem, mais disposto. Mas não pretendo pendurar as chuteiras.

E quais são os planos agora?

Pretendo ficar aqui mesmo em Natal, morar em Emaús, onde já está Dom Heitor, padre João Medeiros. Gostaria de ficar à disposição nas paróquias.

E assumiria alguma paróquia?

Não. Só se o bispo viesse me pedisse com muita insistência (risos). Eu prefiro ficar livre para atender a todos, sem o compromisso administrativo.

Quem seria um bom nome para ocupar a cátedra que hoje o senhor ocupa?

Eu prefiro não responder. Têm muitos e muitos bons nomes e isso fica à cargo da Igreja, num processo sigiloso. Se houver pedido, e geralmente pedem, eu tenho nomes a sugerir, mas não posso falar.

Numa avaliação geral sobre o momento atual da Igreja Católica, este seria de crise ou de fortalecimento?

Seria de uma reflexão mais profunda, de uma descoberta de pistas de ação. Não diria de crise.

O surgimento de outras igrejas e religiões é uma ameça à Igreja católica?

Pode ser. Mas não é nada que nos deixe assombrados. Um pouco preocupados, refletindo, planejando, fazendo experiências com determinados tipos de pastorais.

Há um crescimento do número de fiéis ou a Igreja está perdendo espaço?

Quanto a quantidade, não (há crescimento). As estimativas dizem que o número de evangélicos e de indiferentes subiram muito. Mas a preocupação hoje é muito na formação, na qualificação. Hoje os projetos pastorais são prioritários na dimensão missionária; na formação dos católicos na doutrina social, porque a fé tem uma dimensão social. Nós vivemos em comunidades, não somos ilhas. Em conhecer o catecismo da Igreja católica, além da setorização da Igreja.

O surgimento de outras igrejas e religiões é uma ameça à Igreja católica?

Pode ser. Mas não é nada que nos deixe assombrados. Um pouco preocupados, refletindo, planejando, fazendo experiências com determinados tipos de pastorais.

Essas prioridades vêm como reflexo dessa perda?

Como resposta ao hoje. Mas nossa preocupação é com a formação dos nossos católicos. E nisso há um fortalecimento.

Hoje o católico é mais católico?

Eu diria mais consciente. Há vários movimentos, pastorais de juventude, do idoso, no âmbito da família, com os encontros de casais, formação dos noivos para o matrimônio, atingindo vários setores para melhor vivenciar a fé, melhor evangelizar e conscientizar a todos da missão de anunciar. Hoje há mais prática.

Como o senhor vê o surgimento de comunidades dentro da própria Igreja? Pode ser um desmembramento ou vem agregar?

Acho que é uma riqueza, que vem agregar. Essas comunidades surgem com os vários carismas Como se diz, o Espírito sopra onde quer. E o espírito de Deus distribui aptidões, maneira de expressar sua fé sem perder a comunhão. Desde que atenda a quatro exigências que são o serviço, a comunidade surge para servir; o diálogo, a capacidade de trocar ideias; o testemunho, não se achar superior, andar junto, em comunhão com a Igreja comunidades, para ter autoridade para o anúncio, que é a quarta exigência. Não devem andar em paralelo, senão não é eclesial. Devem atender aos quatro requisitos para ter o reconhecimento da Igreja.

A Igreja atual é menos envolvida em ações políticas, como na linha da Teoria da Libertação, tendendo mais as questões sociais?

A igreja não faz política partidária. Ela faz educação política. Busca conscientizar para que os cristão assumam os espaços na política. A igreja deseja bons cristãos e bons políticos. Mas não deseja o padre na política, como já aconteceu em outras épocas, porque são poucos e a comunidade dos fiéis é muto grande. O papa João Paulo II dizia, na década de 1980, que os protagonistas na evangelização do mundo de hoje devem ser os leigos.

A igreja vem atraindo menos pessoas dispostas a vida religiosa?

Ao contrário. Houve uma queda na década de 1960 e 1970, mas agora estar aflorando. O seminário estar cheio de seminaristas. Nossa arquidiocese tem 150 padres, claro que precisa de mais para um Estado de 2 milhões. Alguns municípios não contam com um vigário ainda. Por isso é importante esse engajamento com os leigos. O papel do leigo é cada vez mais ativo.

Algumas comunidades e segmentos da Igreja investem pesado em comunicação e ganham uma dimensão de empresa. Como o senhor vê isso? É o novo caminho da evangelização?

Nós vivemos em mundo conectado, informado. Se Jesus estivesse aqui hoje, em pessoa, ele usaria o jornal, a internet, a televisão. Sem dúvida, que este é um caminho válido. Há um documento do Concílio Vaticano - a Inter Mirifíca, “Entre as Maravilhas” dos novos tempos – que destaca os meios de comunicação. Sendo bem usado é muito bom, para fazer a Igreja chegar a todos. Não estou entrando no mérito de como essas comunidades fazem, mas é correto usar os meios de comunicação para evangelização. Até mesmo necessário, senão a gente fica para trás. Quando eu era pároco de Nova Cruz, os moradores do povoado em Serrote dos Bezerras participavam da missa que eu celebrava na Matris e era transmitida pelo rádio, na capela. A Igreja é devagar, mas ela vai se adaptando.

Em que mais se percebe ou deveria haver essas adaptações?

Na Igreja somente o que se pode mudar são as normas pastorais. Dogmas são dogmas.

Mas a Igreja abriu espaço para os casais de segunda união. Isso seria uma flexibilização?

Existe uma preocupação e o papa pede um olhar especial para esses casais, que também constituem família. Mesmo que sem acesso a tudo, como a comunhão do corpo e sangue, uma vez que a união não é 100% regular. Mas podem comungar espiritualmente, participar da palavra e Deus vê tudo. Às vezes a gente tem uma restrição e não pode comer abacaxi, e passa a vida toda sem abacaxi, porque há outras coisas que o substitui. E a Igreja não quer matar nenhum filho seu de fome. E sempre oferece oportunidades e meios para que continuem sua ligação com Deus.

+ informação: www.tribunadonorte.com.br

Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo


Antes de tudo, convém lembrar que a Páscoa cristã tem a sua origem no judaísmo: ainda é uma festa celebrada solenemente pelos judeus, comemorando a passagem deste povo pelo Mar Vermelho, deixando atrás de si séculos de escravidão. A dramática noite de saída das terras do Egito em direção à Terra Prometida é celebrada até hoje pelo povo da Antiga Aliança.

Nosso Senhor Jesus Cristo celebrou muitas vezes esta Festa judaica. Sua última e derradeira Páscoa, Ele a quis celebrar com seus Apóstolos, no Cenáculo. Foi exatamente nesta celebração, que deixou-nos instituída a Sagrada Eucaristia, alimento especial, Maná da vida eterna.

Portanto, a Páscoa cristã enraíza-se naquela que os judeus celebravam, no sentido de ter nela uma “imagem” de sua realidade: nós cristãos, na Páscoa, celebramos a “passagem” de Jesus Cristo, Nosso Senhor, da morte para a vida, ou seja, a vitória definitiva da Graça de Deus sobre o pecado. As trevas do pecado são destruídas pela luminosa Luz que é o Cristo Ressuscitado. “Com sua morte, Ele destruiu a morte e com Sua Ressurreição, deu-nos a vida”.

Assim, a celebração pascal e o decorrente tempo pascal são vividos com profunda alegria. A mensagem que a Igreja proclama nestes dias é a mensagem da alegria, da esperança: O Senhor venceu o pecado e a morte. Exultemos de alegria!

Pelo Batismo, cada um de nós começa a ter participação neste processo salvífico de passagem da morte para a vida definitiva. Nas águas batismais, encontramos a fonte da regeneração para a vida eterna. Aí, recebemos um novo destino: a felicidade eterna com Deus, no céu. Esta graça deve-se à entrega generosa de Cristo na cruz e à sua vitória sobre o pecado e a morte..

Cristo ressuscitou!

Esta é a grande notícia que a Igreja proclama na Páscoa: Cristo está vivo. Como nos diz São Paulo, na Carta aos Coríntios: “Ele apareceu para mais de quinhentos irmãos, dos quais muitos ainda estão vivos”. É o testemunho de São Paulo, que hoje se faz atual, e que produz esta alegria tão grande entre nós. Este testemunho ainda tão vivo, no passado, levou muitos de nossos primeiros irmãos na fé a anunciarem o Evangelho de Cristo em um mundo pagão. Hoje, no meio de uma sociedade paganizada, somos nós os que somos chamados a anunciar com nossa vida, com nosso amor a Cristo, com nossa participação na Igreja de Cristo esta alegre notícia pascal.

Vivemos tempos difíceis para o mundo. Vivemos tempos de purificação para a Igreja. Esta, é como uma árvore que está sendo sacudida pelo vento do Espírito Santo de Deus. Muitas folhas secas, já mortas, e muitos frutos apodrecidos e decompostos, estão caindo pelo chão, liberando a Igreja de pesos inúteis. Enquanto muita gente sem fé vê crise na Igreja, nós que temos fé, e acreditamos na Palavra de Cristo, vemos este período como um tempo de renovação e de purificação.

Nosso Senhor garantiu isto à sua Igreja: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

Cristo venceu a morte. Ele está vivo, e não abandona a Sua Igreja. Durante todo o tempo de sua existência, a Igreja passou por crises imensas. E Cristo sempre foi seu apoio e sustento. Não irá abandoná-la agora.

Rezemos pela Igreja.

Rezemos, de maneira especial, pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI, para que o Senhor o conserve e o guarde, e o fortaleça na sua missão de confirmar a fé dos irmãos e irmãs.

Uma Santa e Feliz Páscoa para todos.

Dom Antonio Carlos Rossi Keller

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Vigília Pascal

Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.
Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.

O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: "O meu Senhor está no meio de nós". E Cristo respondeu a Adão: "E com teu espírito". E tomando-o pela mão, disse: "Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.

Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: 'Saí!' ; e aos que jaziam nas trevas: 'Vinde para a luz!'; e aos entorpecidos: 'Levantai-vos!'
Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos morotos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só é indivisível pessoa.

Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim no paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado.

Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida.
Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso.
Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.

Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus.

Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o meio dos céus preparado para ti desde toda a eternidade".

De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo
Fonte: Liturgia das Horas

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Paixão do Senhor

Do Evangelho de S. Marcos 15, 33-34.37.39

"Chegado ao meio-dia,
houve trevas por toda a terra,
até às três da tarde.
Às três horas, Jesus exclamou em alta voz:
"Eloì, Eloì, lema sabactàni?"
que quer dizer:
Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste? (...)
Soltando um grande brado, Jesus expirou. (...)
Ao vê-Lo expirar daquela maneira,
o centurião, que se encontrava em frente d'Ele, exclamou: "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus".

Eis o agir mais alto, mais sublime do Filho em união com o Pai. Sim, em união, na mais profunda união... precisamente quando grita: "Eloì, Eloì, lema sabactàni?", "Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?" (Mc 15, 34; Mt 27, 46). Este agir exprime-se na verticalidade do corpo estendido ao longo da trave perpendicular da Cruz com a horizontalidade dos braços estendidos ao longo do madeiro transversal. A pessoa que olha estes braços pode pensar com quanto esforço eles abraçam o homem e o mundo. Abraçam.

Eis o homem. Eis o próprio Deus. "N'Ele (...) vivemos, nos movemos e existimos" (Ato 17, 28). N'Ele, nestes braços estendidos ao longo da trave horizontal da Cruz. O mistério da Redenção.

Jesus, pregado na Cruz, imobilizado nesta terrível posição, invoca o Pai (cf. Mc 15, 34; Mt 27, 46; Lc 23, 46). Todas as suas invocações testemunham que Ele está unido com o Pai. "Eu e o Pai somos um" (Jo 10, 30); "Quem Me vê, vê o Pai" (Jo 14, 9); "Meu Pai trabalha continuamente e Eu também trabalho" (Jo 5, 17).

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Transladação do Santíssimo

A transladação do Santíssimo tem notícias históricas desde o século II. Mas o rito da adoração, na quinta-feira santa entrou na Igreja a partir do século XIII e foi difundindo-se até o século XV.

O que mais impulsionou foi a devoção ao Santíssimo Sacramento, a partir da segunda metade do século XIII, época em que o Papa Urbano IV decretou a festa de Corpus Christi para toda a Igreja (em 11 de agosto de 1264).

Foi, portanto, a prática devocional da eucaristia a principal responsável para a adoração ao Santíssimo na quinta-feira santa, após a missa da Ceia do Senhor.

O rito atual é muito simples e tem o seguinte significado: após a oração depois da comunhão, o Santíssimo é transladado solenemente em procissão para uma capela lateral ou para um dos altares laterais da igreja, devidamente preparado para receber o santíssimo.

Antes da transladação, o sacerdote prepara o turíbulo e incensa o Santíssimo três vezes. Depois, realiza-se uma pequena procissão dentro da igreja, que é precedida pelo cruciferário (pessoa que leva a cruz processional), velas e incenso.

Durante a procissão, canta-se o "Pange Lingua", traduzido em português, "Vamos todos...", exceto as duas últimas estrofes, "tantum ergo" (tão sublime sacramento...) que são cantadas depois da chegada da procissão na capela lateral, onde ficará o Santíssimo.

Após a transladação, a comunidade é convidada a permanecer em adoração solene até um horário conveniente. O significado é de ação de graças pela eucaristia e pela salvação que celebramos nestes dias do Tríduo Pascal.

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Instituição da Eucaristia

Na véspera da festa da Páscoa, como Jesus sabia que havia chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 12, 1).

Caía a noite sobre o mundo, porque os velhos ritos, os antigos sinais da misericórdia infinita de Deus para com a humanidade iam realizar-se plenamente, abrindo caminho a um verdadeiro amanhecer: a nova Páscoa. A Eucaristia foi instituída durante a noite, preparando antecipadamente a manhã da Ressurreição.
Jesus ficou na Eucaristia por amor..., por ti.

- Ficou, sabendo como O receberiam os homens... e como O recebes tu.
- Ficou, para que O comas, para que O visites e Lhe contes as tuas coisas e, chegando junto do Sacrário e na recepção do Sacramento te enamores mais de dia para dia, e faças com que outras almas - muitas! - sigam o mesmo caminho.

Menino bom: como os amantes da terra beijam as flores, a carta, a recordação dos que amam!...
E tu? Poderás esquecer-te alguma vez de que O tens a teu lado..., a Ele!? - Esquecerás... que O podes comer?

- Senhor, que eu não torne a voar colado à terra!, que esteja sempre iluminado pelos raios do divino Sol - Cristo - na Eucaristia!, que o meu vôo não se interrompa enquanto não alcançar o descanso do teu Coração!

Santo Rosário, Apêndice, 5º mistério da luz

Comecemos desde já a pedir ao Espírito Santo que nos prepare para podermos entender cada expressão e cada gesto de Jesus Cristo: porque queremos viver vida sobrenatural, porque o Senhor nos manifestou a sua vontade de se dar a cada um de nós em alimento da alma, e porque reconhecemos que só Ele tem palavras de vida eterna.

A fé leva-nos a confessar com Simão Pedro: Nós acreditamos e sabemos que tu és o Cristo, o Filho de Deus. E é essa mesma fé, fundida com a nossa devoção, que nesses momentos transcendentes nos incita a imitar a audácia de João, a aproximar-nos de Jesus e a reclinar a cabeça no peito do Mestre , que amava ardentemente os seus e, como acabamos de ouvir, iria amá-los até o fim.

Tenhamos em mente a experiência tão humana da despedida de duas pessoas que se amam. Desejariam permanecer sempre juntas, mas o dever - seja ele qual for - obriga-as a afastar-se uma da outra. Não podem continuar sem se separarem, como gostariam. Nessas situações, o amor humano, que, por maior que seja, é sempre limitado, recorre a um símbolo: as pessoas que se despedem trocam lembranças entre si, possivelmente uma fotografia, com uma dedicatória tão ardente que é de admirar que o papel não se queime. Mas não conseguem muito mais, pois o poder das criaturas não vai tão longe quanto o seu querer.
Porém, o Senhor pode o que nós não podemos. Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem, não nos deixa um símbolo, mas a própria realidade: fica Ele mesmo. Irá para o Pai, mas permanecerá com os homens. Não nos deixará um simples presente que nos lembre a sua memória, uma imagem que se dilua com o tempo, como a fotografia que em breve se esvai, amarelece e perde sentido para os que não tenham sido protagonistas daquele momento amoroso. Sob as espécies do pão e do vinho encontra-se o próprio Cristo, realmente presente com seu Corpo, seu Sangue, sua Alma e sua Divindade.

É Cristo que passa, 83
Textos de São Josemaría

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Desnudação do Altar

A desnudação do altar hoje, é um rito prático, com a finalidade de tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de um grande e respeitoso silêncio pela Paixão e Morte de Jesus.

A desnudação do altar (denudatio altaris), ou despojamento, como preferem alguns, é um rito antigo, já mencionado por Santo Isidoro no século VII, que fala da desnudação como um gesto que acontecia na quinta-feira santa.

O sacerdote, ajudado por dois ministros, remove as toalhas e os demais ornamentos e enfeites dos altares que ficam assim desnudados até a Vigília Pascal. No antigo rito, durante a desnudação recitava-se um trecho de um salmo. O gesto da desnudação do altar tinha o significado alegórico da nudez com a qual Cristo foi crucificado.

O rito atual é realizado de modo muito simples, após a missa. Feito em silêncio e sem a participação da assembléia. As orientações do Missal Romano pedem que sejam retiradas as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da igreja.

Caso isso não seja possível, orienta o Missal que convém velar as cruzes e as imagens que não possam ser retiradas.(Cf. Missal Romano, p. 253, n. 19).

O significado é o silêncio respeitoso da Igreja que faz memória de Jesus que sofre a Paixão e sua morte de Jesus, por isso, despoja-se de tudo o que possa manifestar festa.

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Ceia do Senhor (Lava-pés)

Um momento solene
No 13º capítulo do seu Evangelho, João fala sobre Jesus fraco, pequeno, que terminará sendo condenado e morto na cruz como um blasfemador, um fora da lei ou um criminoso. Até então, Jesus parecia tão forte, havia feito tantos milagres, curado doentes, ordenado que o mar e o vento se acalmassem e falado com autoridade para os escribas e os fariseus.

Ele parecia ser um grande profeta, quem sabe até o Messias. O Deus do poder estava com Ele. Mais e mais pessoas estavam começando a segui-lo, esperavam que Ele os libertasse dos romanos, resgatando assim, a dignidade do povo escolhido. O tempo da páscoa estava próximo. A multidão e os amigos dele pensavam: "Será que Ele vai se revelar na páscoa? Então, todos acreditarão nele." Todos esperavam que algo extraordinário acontecesse. No entanto, em vez de fazer algo fantástico, Jesus tomou o caminho oposto, o da fraqueza, o da humilhação, deixando que os outros o vencessem. Este processo de humilhação teve início quando o Verbo se fez carne no seio da Virgem Maria, e continuou visível para os discípulos no lava-pés. Terminará com a agonia, paixão, crucifixão e morte.

O começo deste capítulo é muito solene: "Antes do dia da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado aos seus, que estavam no mundo, amou-os até ao extremo. Começada a ceia, tendo já o demônio posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a determinação de o entregar, sabendo que o Pai tinha posto em suas mãos todas as coisas, que saíra de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, depôs o manto, e apegando uma toalha cingiu-se com ela." (Jo 13,1-4).

Estas palavras são muito fortes: "Jesus, sabendo que o Pai tinha posto em suas mãos todas as coisas, que saíra de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, depôs o manto..." Então, Ele se ajoelhou diante de cada um de seus discípulos e começou a lavar-lhes os pés, em uma atitude de humilhação, fraqueza, súplica e submissão. De joelhos ninguém pode se mover com facilidade nem se defender.
João Batista havia dito que ele não era digno nem de desatar as sandálias de Jesus (Mc 1,7). No entanto, Jesus se ajoelha em frente a cada um de seus discípulos.

Os primeiros cristãos devem ter cantado o mistério de Jesus, que se desfez da sua glória e se fez fraco, como encontramos nas palavras de S. Paulo aos Filipenses: "O qual, existindo na forma (ou natureza) de Deus, não julgou que fosse uma rapina o seu ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e sendo reconhecido por condição como homem. Humilhou-se a si mesmo, feito obediente até a morte, e morte de cruz! (Fl 2,6-8)

Nós estamos frente a um Deus que se torna pequeno e pobre, que desce na escala da promoção humana, que escolhe o último, que assume o lugar de servo ou escravo. De acordo com a tradição judia, o escravo lavava os pés do senhor, e algumas vezes as esposas lavavam os pés do marido ou os filhos lavavam os do pai.

Fonte: Comunidade Shalom

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Vidas jovens importam: o triste cenário de violência e morte da juventude no Recife

De 1998 a 2018, quase 15 mil jovens foram assassinados na capital pernambucana. Números que vão muito além da estatística. Um triste retrato...