quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Papa faz balanço dos eventos em 2011


O Papa Bento XVI recebeu na manhã desta quinta-feira, na Sala Clementina, os Cardeais e membros da Cúria Romana para as felicitações de Natal. Fazendo um balanço dos principais eventos que marcaram a vida da Igreja neste ano de 2011, Bento XVI escolheu uma única temática que, segundo ele, expressa o verdadeiro desafio que a Igreja é chamada a enfrentar hoje e também no futuro: a evangelização. Como anunciar hoje o Evangelho? Como pode a fé, enquanto força viva e vital, tornar-se realidade hoje?

Os fiéis, e não só eles, notam que as pessoas que frequentam regularmente a Igreja se tornam sempre mais idosas e o seu número diminui continuamente; há uma estagnação nas vocações ao sacerdócio; crescem o ceticismo e a descrença. Como, então, reverter essa tendência?

Para o Pontífice, o cerne da crise da Igreja na Europa é a crise da fé. Se não encontrarmos uma resposta para esta crise, ou seja, se a fé não ganhar de novo vitalidade, tornando-se uma convicção profunda e uma força real graças ao encontro com Jesus Cristo, permanecerão ineficazes todas as tentativas para reanimá-la.

Neste sentido, afirmou o Papa, o encontro com a jubilosa paixão pela fé na África foi um grande encorajamento. "Lá não se sentia qualquer indício desta lassidão da fé, tão difusa entre nós, não havia nada deste tédio de ser cristão que se constata sempre no meio de nós. Apesar de todos os problemas, de todos os sofrimentos e penas que existem, sem dúvida, precisamente na África, sempre se palpava a alegria de ser cristão, de pertencer à Igreja".

Um remédio contra a lassidão do crer, segundo Bento XVI, foi a experiência da Jornada Mundial da Juventude, em Madri, na Espanha, que ele definiu "magnífica". Um remédio que o Papa dividiu em cinco "doses".

Em primeiro lugar, nesses eventos, há uma nova experiência da catolicidade, da universalidade da Igreja. Falamos línguas diferentes e possuímos costumes de vida diversos e formas culturais diversas; e no entanto nos sentimos imediatamente unidos como uma grande família.

Em segundo lugar, a Jornada favorece um novo modo de ser homem, de ser cristão, através do voluntariado. Cerca de 20 mil jovens fizeram o bem simplesmente porque é bom fazer o bem, é bom servir os outros. "É preciso apenas ousar o salto", afirmou o Papa.

O mesmo comportamento Bento também encontrou na África, por exemplo nas Irmãs de Madre Teresa que se prodigalizam pelas crianças abandonadas, doentes, pobres e atribuladas, sem se importarem consigo mesmas, tornando-se, precisamente assim, interiormente ricas e livres. Este é o comportamento propriamente cristão.

O terceiro elemento que faz parte das Jornadas Mundiais da Juventude é a adoração. Em Cristo ressuscitado, está presente Deus feito homem, que sofreu por nós porque nos ama. "Entramos nesta certeza do amor corpóreo de Deus por nós, e fazemo-lo amando com Ele. Isto é adoração. E só assim posso celebrar convenientemente a Eucaristia e receber devidamente o Corpo do Senhor."

Outro elemento importante das Jornadas Mundiais da Juventude é a presença do sacramento da Penitência. Deste modo, reconhecemos que necessitamos continuamente de perdão e que perdão significa responsabilidade.

Por fim, outra característica das Jornadas é a alegria, que brota da certeza de ser amado por Deus. Só a fé me dá esta certeza: É bom que eu exista; é bom existir como pessoa humana, mesmo em tempos difíceis. A fé nos faz felizes a partir de dentro. "Esta é uma das maravilhosas experiências das Jornadas Mundiais da Juventude."

O Papa então se dirigiu aos seus colaboradores da Cúria: "Queria agradecer do íntimo do coração a todos vocês pelo apoio que prestam para levar adiante a missão que o Senhor nos confiou como testemunhas da sua verdade, e desejo a todos vocês a alegria que Deus nos quis dar na encarnação do seu Filho. Um santo Natal!".

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Apelo de Natal na Terra Santa


“Tornar-se pessoas que se perdoam, dentro da própria história, na busca de Deus": são os votos do Custódio da Terra Santa, Fr. Pierbattista Pizzaballa, contida na Mensagem de Natal divulgada na segunda-feira, 18 de dezembro, pela Custódia.


"O Natal – escreve o Custódio – é a história de um Deus que veio se esconder num campo em Belém. Natal é também a história de campos e tesouros, de homens que os encontram. Mas, ao possuir o tesouro, é preciso despojar-se de tudo."


Fr. Pizzaballa recorda que quem ama perde tudo, porque amar significa doar, como fez Cristo. E o homem, ao perder tudo, encontra Deus. "Assim, afirma o Custódio, o caminho do perder se transforma no caminho a encontrar. Quem o percorre, encontra Deus, o irmão e a si mesmo." E conclui:


"De fora, pode parecer que não muda nada, que a história, em especial a da Terra Santa, continua a ser a realidade dramática que vivemos: ódio, divisões, medos, desconfiança e preconceito. Mas dentro muda tudo! Muda o olhar sobre a vida porque esta vida não é somente um campo, mas é o campo que esconde o tesouro."

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Cardeal Rylko: "A Igreja olha com expectativa para a JMJ 2013 no Rio de Janeiro"


"O Rio de Janeiro, com suas belezas naturais, será sem dúvida uma magnífica moldura para o próximo encontro dos jovens com o Sucessor de Pedro". Palavras do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanisław Ryłko, sobre os preparativos para a JMJ, prevista de 23 a 28 de julho de 2013.


Faltando um ano e meio para o evento, a que ponto estão os preparativos? Foi o que a Rádio Vaticano perguntou ao Cardeal Ryłko:


Card. Ryłko:- A JMJ do Rio de Janeiro inaugurará uma série de importantes eventos internacionais sediados no Brasil nos próximos anos: a Copa do Mundo em 2014 e, depois, as Olimpíadas de 2016. Isso comporta muita responsabilidade, pois a JMJ será o primeiro desses grandes eventos, será uma espécie de abre-alas. Na escolha da data da Jornada, isso foi levado em consideração, e se tomou a decisão de retornar ao ritmo bienal, com o qual os encontros mundiais dos jovens com o Papa iniciaram. O ritmo bienal, portanto, não é uma novidade. Sem dúvida, esta escolha nos impõe um caminho preparatório, seja na organização, seja na pastoral, mais intenso. De fato, o Comitê organizador do Rio está trabalhando a todo vapor.


O Cardeal Rylko comentou também a reunião realizada na semana passada, com a presença do Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.


Segundo ele, agora se está em busca dos lugares mais aptos para as grandes celebrações com o Papa, para as catequeses e para alojar os jovens. "E aqui se deve destacar a grande disponibilidade das autoridades civis brasileiras de vir ao encontro das necessidades organizacionais ditadas pela JMJ."


Sobre a preparação espiritual dos jovens, o cardeal destacou a peregrinação da Cruz da Jornada, "que está encontrando um extraordinário acolhimento", e citou o exemplo de São Paulo, em que 100 mil jovens se reuniram para receber este símbolo: "Toda a Igreja no Brasil vive com grande alegria e entusiasmo esta belíssima aventura, da qual os jovens são os protagonistas indiscutíveis".


Para o purpurado, o tema escolhido para 2013, "Ide e fazei discípulos todos os povos" se insere no grande projeto da Missão Continental: "Toda a Igreja olha para este encontro no Rio com muita expectativa. Deve-se dizer ainda que o Rio de Janeiro, com suas belezas naturais, será sem dúvida uma magnífica moldura para o próximo encontro dos jovens com o Sucessor de Pedro".

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Dom Damasceno: "Igreja defende direitos dos povos Amazônicos"


A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou nas últimas semanas um levantamento sobre a violência e a instabilidade em áreas amazônicas. Os crimes de pistolagem na região apresentaram avanço considerável no último ano. A violência é generalizada principalmente nos estados do Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso. As localidades apresentaram maiores índices de crimes praticados por “jagunços”, contratados por grandes proprietários de terra e madeireiros, para ameaçar trabalhadores rurais e ribeirinhos em áreas de conflitos e proteção ambiental. Em 2011, os nove estados da Amazônia acumularam um total de 39.865 vítimas de crimes do tipo.


A Igreja Católica é uma das instituições mais presentes na área, ao lado da defesa dos direitos dos povos nativos. Quem o afirma é o Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil:

“A Igreja Católica atua, está presente. Talvez seja uma das Instituições que está presente na área há mais tempo, sempre na defesa dos povos indígenas, dos seus direitos, da sua dignidade, das suas terras. A Igreja tem combatido realmente a violência que se faz presente também, sobretudo, nesta região do Norte do país, justamente por causa de sua missão. Muitos vão de certo modo, ocupando as terras, muitas vezes sem critérios, ou terras que muitas vezes têm seus proprietários, titulares. Muitas vezes, nesta região, há focos de tensão entre indígenas, grileiros, fazendeiros. É necessário que o Estado esteja atento, marque presença para evitar esta violência, que muitas vezes causa vítimas humanas. Todos nós rejeitamos, reprovamos essa situação e desejamos que tudo isso seja superado com a demarcação das terras dos indígenas e com a justiça funcionando em relação a qualquer outro conflito que possa haver na região”.

O Presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis está satisfeito com a ajuda do Vaticano no que se refere à questão da Amazônia:

“Nós temos recebido um apoio muito grande e também ajudas financeiras do Santo Padre Bento XVI e da Secretaria de Estado. Eles têm nos doado recursos que são usados para o trabalho pastoral evangelizador da Igreja na Amazônia: são ajudas às dioceses, às prelazias deste território imenso, que ocupa praticamente um terço do território nacional, onde a população não é densa. Temos os povos originários, os indígenas, que precisam de uma atenção toda especial. Há também um fluxo imigratório em direção da Amazônia, que por um lado é positivo, mas por outro, causa problemas, sobretudo em relação ao meio ambiente, pois a tendência muitas vezes é a devastação, com a ocupação destas terras para o cultivo ou para o gado. Isto muitas vezes leva ao desmatamento, embora as estatísticas recentes apontem que o desmatamento tem caído na Amazônia, embora haja uma extensão muito grande desmatada. Portanto, a Amazônia precisa de uma atenção toda especial. Sabemos que é uma área compartilhada com outros países da América Latina, e sua biodiversidade é extraordinária, seja a fauna como a flora: é uma riqueza, o chamado pulmão do mundo. É talvez um dos maiores mananciais de água doce do mundo. Então, é uma região que temos que cuidar, como brasileiros e com os demais países que a compartilham, preservá-la, mantê-la e fazer com que possa ser desenvolvida de modo sustentável, racional, e inclusiva. Seus povos originais devem ser respeitados em sua cultura, ter suas terras respeitadas para que possam viver com dignidade. Aqueles que chegam também devem poder aproveitar as riquezas da região, mas de uma maneira racional, sustentável, que não coloque em risco o meio ambiente. Creio que estes foram também os objetivos do Código Florestal, que tem capítulos especiais relativos à Amazônia, onde o governo e a população estão muito atentos à preservação desta área que é não só uma riqueza do país mas de todo o mundo”.
A reportagem é da Rádio Vaticano.

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Salvador recebe Cruz Peregrina dos Jovens e Ícone de Maria com oração e festa


Foi uma festa cheia de alegria, parecida com o carnaval, com trio elétrico, músicas em ritmo baiano, muita gente animada atrás do trio. Mas foi também um momento de louvor e oração. Foi o Bote Fé Salvador, a festa de preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em que a capital baiana, que é também a diocese mais antiga do Brasil, acolheu a Cruz dos Jovens e o Ícone de Maria, Símbolos da JMJ.

O evento teve início nas ilhas do Recôncavo Baiano no último sábado (17). Os Símbolos chegaram à Arquidiocese de Salvador às 5:30 da manhã do domingo, na BR-324, com jovens acordando cedo para abraçar a cruz de Jesus Cristo. A programação da manhã contou com uma carreata até o Santuário da Irmã Dulce, e em seguida, uma passeata que movimentou as pessoas em louvor e oração até a Igreja do Senhor do Bonfim, onde a Santa Missa foi realizada para a comunidade de Salvador, presidida por Dom Murilo Krieger.

Na homilia, suas palavras emocionadas lembraram que a cruz que um dia foi de vergonha, hoje é a esperança dos jovens. "Desde que Cristo abriu suas mãos e deixou-se crucificar, ela se tornou uma cruz redentora. Esta Cruz da JMJ que encontrei é a expressão do amor de Cristo aos jovens. E o Ícone de Nossa Senhora representa Maria acompanhando Cristo, sempre aos pés da cruz", disse.

A cidade parou no domingo à tarde quando a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora passaram pelas ruas de Salvador e levaram a esperança de Jesus Cristo a cada soteropolitano.

As bandas Dominus e Alto Louvor se encarregaram de puxar dois trios elétricos do Campo Grande até a Praça Municipal, onde shows com bandas locais e a cantora Eliana Ribeiro se revezaram no palco para o encerramento do evento.

Entre as músicas, momentos de oração, que reforçaram o clima vivido neste Bote Fé: a certeza de que Cristo renasce nos corações de cada baiano e é quem está sempre presente em nossas vidas, nos momentos de alegria e dificuldade.

"Nossa vida é como esta cruz que é montada e desmontada em cada Bote Fé, mas Cristo dá o sentido para seguirmos o caminho certo e vivermos de acordo com a Sua vontade", destacou Maria Isabel, moradora da Ilha da Itaparica.

Por Amandda Souza e Manuela Castro

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Mensagem de Natal aos presbíteros do Brasil


O presidente do Conselho Nacional dos Presbíteros, padre Francisco dos Santos, envia mensagem de Natal a todos os padres do Brasil na qual lembra a proximidade do 14º ENP, que será realizado em Aparecida (SP) entre os dias 1 a 7 de fevereiro de 2012, e que convida à reflexão sobre a “A Identidade e a Espiritualidade do Presbítero, no Processo de Mudança de Época”.

Leia a mensagem:

Mensagem à CNP e aos Presbíteros – Natal 2012


Irmãos e amigos Presbíteros,


“Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que eram sujeitos à Lei, e todos recebermos a dignidade de filhos” (Gl 4,4-5).

É Natal! Festa da Esperança. Somos chamados, escolhidos, consagrados e enviados para anunciar e testemunhar a Salvação de nosso Deus. Não obstante os pecados que nos ferem, a graça e a misericórdia de Deus são infinitamente abundantes.

Essas palavras levam-nos a outras palavras, as do Cardeal Dom Cláudio Hummes, então Prefeito da Congregação para o Clero, aos Presbíteros do 12º ENP, realizado em 13 a 19 de fevereiro de 2008, em Itaici/SP e a constatar sempre esta mesma realidade:

“Nossos Presbíteros, de modo geral, são homens dignos, bons, homens de Deus, admiráveis, generosos, honestos, incansáveis na doação de todas as suas energias ao seu ministério, à evangelização, em favor do povo, especialmente a serviço dos pobres e dos marginalizados, dos excluídos e dos injustiçados, dos desprezados e sofridos de todo tipo. A imensa maioria são sacerdotes fiéis à sua vocação e missão, fiéis e zelosos no exercício de seu ministério, na entrega total de seu ser ao Senhor e a seu Reino”.

Já às portas do 14º ENP, a ser realizado em Aparecida/SP, nos dias 01 a07 de fevereiro de 2012, que nos convida a refletir sobre a “A Identidade e a Espiritualidade do Presbítero, no Processo de Mudança de Época”, desejo a todos os presbíteros um santo e abençoado Natal e Ano Novo de esperança, repleto das bênçãos do Menino-Deus.

Acompanhe-nos Maria, a Virgem Santíssima, a Mãe do Redentor enviado por Deus ao encontro de nossa fragilidade e pequenez, para nos apresentar uma proposta de vida, liberdade e salvação definitivas.

Na alegria do Senhor que vem,

Pe. Francisco dos Santos

Presidente - CNP


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CNBB lança concurso para música do hino da Campanha da Fraternidade 2013


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando o concurso para a música do Hino da Campanha da Fraternidade de 2013. A letra já foi escolhida a partir de concurso próprio e as composições para a música devem ser enviadas à CNBB até dia 25 de março de 2012.

A Campanha da Fraternidade de 2013 tem como tema “Fraternidade e juventude”, e lema: “Eis-me aqui, envia-me!” (Cf. Eclo, 38,8)

“Refletir sobre a realidade das juventudes no contexto da atual cultura midiática, para compreender seu impacto na vida dos jovens à luz do evangelho, acolhendo-os como sujeitos e, com eles, construir relações e estruturas que promovam a Vida”, é o objetivo geral da Campanha da Fraternidade de 2013.

“A CNBB agradece a todos os que participaram do concurso da letra e solicita a colaboração dos compositores para a criação de uma música fluente e bela para o hino da CF 2013, contribuindo no trabalho de evangelização da juventude”, afirmou o assessor da CNBB para a Música Litúrgica, padre José Carlos Sala.

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Papa Bento XVI lembra o sentido religioso do Natal


O papa Bento XVI lamentou , na audiência geral desta quarta-feira, 21 dedezembro, a perda do "valor religioso" da celebração do Natal, convidando os cristãos a viverem esta festa de forma "autenticamente cristã". "Na sociedade atual, onde infelizmente as festas que se avizinham estão a perder progressivamente o seu valor religioso, é importante que os sinais exteriores destes dias não nos afastem do significado genuíno do mistério que celebramos", disse o Papa.

Diante de milhares de peregrinos reunidos na sala Paulo VI, Bento XVI pediu orações "por aqueles que passam por duras provas". "Que nestes dias santos, a caridade cristã se mostre singularmente ativa para com os mais necessitados. Para os pobres não pode haver adiamentos", assinalou. O Papa destacou que no Natal não se celebra "o simples aniversário do nascimento de Jesus", mas "um profundo mistério que continua a marcar a história humana, hoje".

"A celebração do Natal recorda-nos que, naquele Menino nascido em Belém, Deus se aproximou de todos e cada um dos homens; nós podemos encontrá-lo agora, num 'hoje' sem ocaso", declarou, em português. "De fato, na liturgia, aquele acontecimento ultrapassa os confins do tempo e do espaço e torna-se presente hoje, o seu efeito perdura no decorrer dos dias, dos anos, dos séculos", acrescentou.

O Natal, destacou Bento XVI, "celebra a entrada de Deus na história, fazendo-se homem" e aponta "para lá de si mesmo, para a redenção" da humanidade "na cruz e na glória da ressurreição". "É verdade que a redenção do homem se deu num período concreto da história, ou seja, na vida de Jesus de Nazaré, mas Jesus é o Filho eterno de Deus; o Eterno entrou no tempo e no espaço, para tornar possível o encontro com Ele 'hoje'", observou. Aludindo à "ternura e amor de Deus" que se celebra neste período, o Papa citou uma expressão da liturgia católica, na qual se afirma 'hoje nasceu o nosso Salvador'. "Este termo «hoje» não é uma palavra vazia, mas significa que Deus nos dá a possibilidade de o reconhecer e acolher agora - como fizeram outrora os pastores em Belém -, para que nasça também na nossa vida e a renove, ilumine e transforme com a graça da sua presença", indicou.

Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, Bento XVI desejou, de novo, "um Natal verdadeiramente cristão". "Que os votos de «Boas Festas», que ides trocar uns com os outros, sejam expressão da alegria que sentis por saber que Deus está no meio de nós e deseja percorrer conosco o caminho da vida. Para todos, um santo Natal e um bom Ano Novo, repleto das bênçãos do Deus Menino", concluiu.

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Eu Quero é Mais! Vereadores recifenses já aprovam um aumento para 2013

Do Jornal do Commercio

No apagar das luzes do recesso legislativo, a mesa diretora da Câmara do Recife publicou no Diário Oficial de terça (27) um decreto que eleva para R$ 15.031,76 a remuneração dos vereadores, hoje fixada em R$ 9.287,57. Como os atuais membros da Casa estão impedidos de legislar em causa própria, o reajuste de 62% só entrará em vigor a partir da próxima legislatura (2013-2016), quando o número de vagas também subirá de 37 para 39.

O aumento no valor do subsídio é resultado do “efeito cascata” provocado pelo reajuste concedido aos deputados estaduais, em dezembro do ano passado. Pela Lei Orgânica do município, os vereadores têm direito a receber até 75% do valor pago aos integrantes da Assembleia Legislativa.

Mesmo amparado legalmente, chama a atenção a falta de transparência no processo de concessão do reajuste no âmbito municipal. Sem qualquer alarde, a decisão só veio a ser publicada, terça, em pleno recesso, no Diário Oficial, embora o decreto tenha sido aprovado no dia dia 19 de dezembro, quando foi realizada a penúltima sessão ordinária do ano. Curiosamente, a matéria foi votada em caráter extra-pauta, isto é, não estava incluída na chamada “ordem do dia” – onde costa a lista de proposições a serem avaliadas pelo plenário. Na pauta do dia 19, estava prevista apenas a análise de temas amenos (requerimentos de homenagens e votos de aplausos de iniciativa dos vereadores).

O decreto (nº 37/2011) que concede o aumento aos legisladores municipais eleitos e reeleitos em 2012 também não está registrado no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo, disponível no site da Câmara. Lá, normalmente, é possível conferir o conteúdo de todas as proposições que tramitam na Casa. Tampouco foi feita qualquer menção ao reajuste na sessão solene de encerramento dos trabalhos legislativos, em que foi apresentado um balanço das atividades ao longo de 2011.

O presidente da Câmara, Jurandir Liberal (PT), negou, entretanto, a falta de transparência no processo, mas não explicou as razões para tamanha discrição em relação ao aumento. “Não fizemos nada escondido. O projeto foi votada em extra-pauta assim como tantos outros”, alegou.

Segundo ele, a matéria foi votada às pressas para impedir que o assunto ficasse para o ano eleitoral. “Antecipamos tudo o que poderíamos antecipar, para não deixar nada pendente para 2012”, justificou. De acordo com o presidente, o reajuste não acarretará em novos custos aos cofres municipais, já que o orçamento da Câmara permanece em 4,5% da receita tributária do município.

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No Recife, as oligarquias sempre se vão

Por Daniel Coelho

O Recife sempre teve uma história libertária e rebelde, características que fazem a cidade ter estado na vanguarda da política brasileira desde seu inicio. Da revolução praieira à expulsão dos holandeses, de Frei Caneca a Dom Hélder, nossa capital sempre demonstrou a coragem de dizer não às oligarquias, de lutar e de fazer a mudança acontecer.

Sem medo, o Recife encarou as mudanças democráticas que aumentaram a participação popular nas decisões da cidade, trazidas nos anos 60 pelo prefeito Miguel Arraes. Décadas depois, num momento onde a cidade vivia uma crise de autoestima, parecida com a que vemos nos dias de hoje, o prefeito Jarbas fez uma verdadeira revolução comportamental na cidade, elevando o orgulho de ser recifense. Era o Recife Alto Astral.

Prefeito mais bem avaliado do Brasil, Jarbas governou a cidade duas vezes e elegeu seu sucessor, Roberto Magalhães, homem sério, competente e de conduta ética incontestável.

Mas, como conta sua história, o Recife não se contentou. Mesmo avaliando bem a gestão do Dr. Roberto, o povo queria mudança. Apostando na onda vermelha que faria Lula chegar ao poder, os recifenses fizeram valer sua vontade de ousar e deram ao seu partido o governo do Recife. Naquele momento, há doze anos, não há como negar que a mudança oxigenou nossa política, trouxe novos quadros e afastou outros. A renovação, que faz parte da própria democracia, aconteceu. Era a vontade popular.

Agora, após mais de uma década, o cenário é outro. O que um dia foi mudança, quando colocado à frente do espelho, não tem mais a mesma imagem. O que já disseram ser um projeto político, hoje não passa de um projeto de poder.

Faz quatro anos que todos viram uma sucessão no Recife construída num processo personalista, que falava em nomes e não em ideias. Que buscava manter o controle do que é publico como se fosse privado. O resultado esta aí. Traição.

Hoje, após um traição não explicada, mais uma vez assistimos passar na nossa frente a preparação de um processo eleitoral recheado de conjunturas personalistas, de nomes sendo colocados e tirados do debate, sem qualquer critério que indique o interesse na melhor proposta para nosso povo.

O PT do Recife não debate mais um projeto de cidade, só fala em como manter o poder, e pior, para quem esse poder fica. Depois de 12 anos, criou-se uma nova oligarquia recifense que toma e usa o poder público como objeto particular.

O que vemos hoje na Prefeitura é um absurdo de cerca de quatro mil cargos comissionados criados para apadrinhar companheiros. O quadro técnico necessário para gerir os problemas complexos de toda grande cidade, não tem espaço, é colocado em segundo plano. Transformaram o Recife num grande sindicato de companheiros que não se entendem, mas também não largam o osso. Uma pena.

O trânsito caótico, as péssimas escolas, o crescimento desordenado, a falta de carinho e cuidado com a cidade não surpreende. Toda a capacidade de planejamento foi usada para o embate político. Esqueceram de planejar o Recife do futuro enquanto arquitetavam um projeto de poder.

Basta! O Recife de Frei Caneca, de Dom Hélder, de Arraes, de Jarbas, de dona Maria e de seu José não aguenta mais. Ninguém mais aceita ser massa de manobra dessa oligarquia que já se vai. Vai porque nosso povo não mudou. Na mais vanguardista das capitais brasileiras já se escuta nas ruas e esquinas o vento soprando trazendo o novo e a esperança de um basta que simboliza mais uma revolução. Queiram ou não, a cidade pertence ao seu povo.
Feliz 2012, Recife.

Disponível em: www.danielcoelho.com.br

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Nasceu o menino Jesus! A luz venceu a escuridão. O bem venceu o mal. Bem Vindo Jesus! Que Deus menino inunde o coração dos seus fieis de paz, justiça e caridade. Que o amor seja a meta de todos os homens e mulheres de boa vontade. Paz e Bem! "A luz resplandeceu em plena escuridão, jamais irão as trevas vencer o seu clarão!"

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Maria e o Anjo (Padre Fábio de Melo e Elba Ramalho- CD Iluminar 2009)




(Maria)
Quem serás tu, criatura bela
Que encheu meu quarto com tua luz
O teu olhar me trouxe a paz
Tua presença me refaz

(Anjo)
Eu sou o Anjo Gabriel
Venho em nome do Senhor
Darás a luz ao Salvador
Serás a mãe do Emanuel

(Maria)
Por que teus lábios tremem tanto assim
Por que não tira os seus olhos de mim

(Anjo)
Há tanta graça estar diante de ti
Que o céu inteiro espera por teu sim

(Maria)
Não temas, doce anjo do Senhor
Escuta o que agora eu vou falar
Sorria e vai ao céu anunciar
Sim, eu serei a mãe do Salvador

(Anjo)
Ave, Maria, quanta alegria
O céu se encheu de luz
Pois vai nascer Jesus
Santa Maria, Deus escolheu-te bem
E todos os anjos cantam amém!

Onde Está o Teu Irmão - Padre Fábio de Melo - DVD Iluminar Ao Vivo (2010)



Onde estará aquele que eu concebi?
Confiei aos cuidados teus e agora não está aqui?
Onde andarás o que um dia se descuidou?
Acaso os erros que cometeu são maiores que os teus?

Onde se esconde aquele que foi difamado?
Não pudeste limpar ao menos seu nome?
Olha, sou eu, se ele sofre sou eu
Falam de mim, pois seu rosto é o meu

Como receberás o sol noutro dia?
A luz te lembrará o semblante dele
Em cada manhã verás sua imagem
Até que consoles o meu coração
Onde está o teu irmão?

Como estará aquele que adoeceu?
Quando a enfermidade chegou, teu compromisso acabou?
Como andarás o que era de tua casa?
Novamente responderás: 'Acaso sou eu o seu guarda?'

Braços fortes te dei pra levantá-lo
Meu amor, eu te dei pra aliviar a dor
Que ele enfrentou por querer e não ser fiel
Mas igual a ti, ele espera o céu

Como receberás o sol noutro dia?
A luz te lembrará o semblante dele
Em cada manhã verás sua imagem
Até que consoles o meu coração
Onde está o teu irmão?

P. S.: Passei por uma rica experiência a partir dessa belíssima letra cantada por Pe Fábio de Melo. Num momento delicado de minha família, após a prisão do meu irmão. Vivenciei essa letra no meu cotidiano, ao testemunhar o sofrimento de meus pais pela ausência do meu irmão.

Viver Pra Mim É Cristo - Padre Fábio de Melo (part. esp. Andre Leonno e Maninho) - DVD Iluminar Ao Vivo (2010)



Senhor, preciso Te dizer que é impossível me esquecer
Que não estou só nesta batalha entre o bem e o mal
A cada nova experiência, eu Te glorifico mais
Te ter é a maior diferença em mim

Se os bons combates eu não combater
Minha coroa não conquistarei
Se minha carreira eu não completar
De que vale a minha fé tanto guardar

Se perseguido aqui eu não for
Sinceramente um cristão não sou
A Tua glória quero conhecer
Ver a experiência de sobreviver...

Viver pra mim é Cristo, morrer pra mim é ganho
Não há outra questão, quando se é cristão
Não se para de lutar
Triunfarei sobre o mal, conquistarei troféus
Não há outra questão, quando se é cristão
Não se para de lutar... até chegar ao céu

Se calarem o som da minha voz
Em silêncio estarei a orar
Se numa prisão me colocar
Eu vou Te adorar

Se minha família me trair
Eu vou sonhar com Deus
Viver seus planos isso é parte
De uma carreira de cristãos

Abraço eterno - Padre Fábio de Melo - CD iluminar



Amor tão grande, amor tão forte, amor suave, amor sem fim
Que a própria morte transforma em vida, abraço eterno de Deus em mim
Nem as torrentes das grandes águas conseguirão apagar esse amor
Pois suas chamas são fogo ardente, mais do que a morte, é tão forte esse amor
De abraço esmagante, de ausência torturante
De noite e luz é feito esse amor
De dor incomparável, consolo inestimável
De vida e cruz é feito esse amor

domingo, 18 de dezembro de 2011

Então é Natal


Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez
Então é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, do amor como um todo
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem

Então é Natal, pro enfermo e pro são
Pro rico e pro pobre, num só coração
Então bom Natal, pro branco e pro negro
Amarelo e vermelho, pra paz afinal
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem

Então é Natal, o que a gente fez?
O ano termina, e começa outra vez
Então é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, o amor como um todo
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem

Harehama, há quem ama
Harehama, ha...
Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez
Hiroshima, Nagasaki, Mururoa, ha...

P.S.: Domingo é Natal! Cristo, mais uma vez, nascerá. Estejamos prontos para receber com esperança, fé e alegria o menino Jesus. Paz e Bem!


Se liga oposição: PT passa o comando da sucessão do Recife ao Prefeito João da Costa

Foto: Clemilsom Campos/JC Imagem



Por Paulo Augusto

Se nos bastidores o prefeito do Recife, João da Costa, não consegue nem de longe a sonhada unanimidade dentro do PT – e, por tabela, na própria Frente Popular – nos eventos públicos do partido seu nome vem sendo referendado para a disputa municipal do próximo ano por alguns dos caciques da legenda. No sábado, durante um ato político do partido em Vasco da Gama, bairro de Casa Amarela (Zona Norte), todos foram unânimes em afirmar que o atual prefeito é o condutor do processo eleitoral.

Um dos mais preocupados em deixar clara a necessidade de diálogo foi o senador Humberto Costa. Tudo porque na Frente Popular são muitas as insatisfações em relação a João da Costa. Em janeiro, o PTB já havia deixado a prefeitura. E partidos como o próprio PTB e o PSB, do governador Eduardo Campos, ameaçam lançar candidaturas próprias. Já em relação ao PT, as desavenças também estão presentes – especialmente entre os que defendem a candidatura do ex-prefeito João Paulo, que está rompido política e pessoalmente com João da Costa.

Independente dessas questões, os petistas trataram de confirmar oficialmente o prefeito como condutor do processo sucessório na capital. “O PT fez um ato muito bom, com grande participação e é claro que 2012 não ficou de fora. O mais importante é que todos nós, eu, Humberto e Pedro Eugênio, em uma única voz, declaramos que João da Costa é agora o condutor do processo de sucessão no Recife”, disse Oscar Barreto, antes um aliado ferrenho de João Paulo, agora defensor da reeleição do atual gestor. “O calendário eleitoral do PT começa em março, mas a partir de ontem formalizamos que existe alguém à frente do processo”, enfatizou.

Disponível em: jconline.ne10.uol.com.br

Funcionários do Palácio do Campo das Princesas de malas prontas

Palácio Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco


Governanta Vitória Maria da Silva sente o fato de ter que deixar o Palácio

Foto: Clemilsom Campos/JC Imagem



Por Cláudia Vasconcelos

Depois de 170 anos, o Palácio do Campo das Princesas deixará de abrigar a sede do governo estadual. Pelo menos temporariamente. O restauro do prédio construído pelo Conde da Boa Vista começa entre fevereiro e março de 2012 e deve durar três anos. Mas o tempo pode ser maior, caso os restauradores descubram mais trabalho do que o planejado. Pela primeira vez, funcionários como a governanta Vitória Maria da Silva e o segurança Iranildo Mendes, ambos com 33 anos de trajetória no lugar, passarão tanto tempo longe dos salões por onde caminharam 115 governadores de Pernambuco.

A recuperação de estrutura e mobília ficará a cargo da Fundação Roberto Marinho, com captação de recursos pela Lei Rouanet. Não se sabe, porém, se ao final o governador Eduardo Campos volta a despachar de seu atual gabinete. Cogita-se transformar o espaço em centro cultural - e o projeto já teria meio caminho andado com a experiência da abertura para a visitação, que teve início em 2007 por iniciativa da primeira-dama Renata Campos.

Se isso acontecer, pode até ser construído outro prédio para abrigar o estafe estadual. Caso retornem, a estrutura administrativa vai diminuir. Por enquanto, são apenas ideias. "Não abrimos essa discussão. Depende do andamento das obras", encerra o chefe de gabinete do governador, Renato Thiebaut, primeiro entusiasta do restauro e incentivador do tombamento pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), que só se consumou em 2008.

Assim que a reforma engrenar, os cerca de 200 funcionários transferem-se de mala e cuia para o Centro de Convenções, em Olinda. Mas a governanta Vitória Maria da Silva provavelmente terá de se despedir de vez. Às vésperas de completar 70 anos, será jubilada. "Vou me aposentar, mas quero trabalhar até o final desta gestão", comenta, resignada com o fato de o fechamento das cortinas não se dar no prédio ao qual chegou em 1978, pelas mãos de Margarida Cantarelli, então secretária do governo Marco Maciel.

Poucos conhecem os recantos do prédio como dona Vitória. Sob sua responsabilidade direta fica o terceiro pavimento, a joia do Palácio. É lá que se preserva a residência oficial, mantida mais como patrimônio histórico do que por sua função original. Ninguém dorme ali desde o início da década de 1990, quando Joaquim Francisco deu por encerrada a tradição. Dona Vitória viu e ouviu muitas histórias de dez governadores, memórias guardadas com a discrição que um membro do estafe governamental aprende a cultivar desde o primeiro passo sob aquele teto.

Difícil vai ser acostumar-se às paredes de concreto do Centro de Convenções, admite dona Vitória. "Às vezes me sinto melhor aqui do que em casa." Não à toa, são incontáveis as madrugadas que adentrou trabalhando ali. Até já pernoitou, para fazer companhia à primeira-dama Ana Maria Maciel, que não gostava de ficar só com os três filhos quando o governador Marco Maciel se ausentava.

Testemunha da história do poder estadual, ela viu de perto chefes de Estado como o rei Carl Gustaf e a rainha Silvia da Suécia, ano passado, e o presidente venezuelano Hugo Chávez. Virou xodó do ex-presidente Lula, de quem guarda um pequeno acervo fotográfico. Mas nenhum momento está tão gravado na memória quanto o velório do ex-governador Miguel Arraes, em 2005. "Estava em casa e vi na TV. Vim correndo na hora", relembra ela, que vivenciou a volta de Arraes como governador eleito, em 1986.

Outra que suspira de saudades por antecipação é a assessora da administração Elenice Godoy Ramos. É a segunda vez em 20 anos de casa que ela dirá tchau ao Palácio do Governo. Ficou afastada na era Jarbas, cedida à Assembleia Legislativa. Prestes a sair novamente do prédio, começa a sentir falta dos jardins e da agitação do projeto de visitação. "Com as visitas vivemos o processo de cuidar da Casa para receber as pessoas. Faço com prazer."

Nesse ponto ela pode ficar sossegada. Segundo Renato Thiebaut, os passeios guiados continuam mesmo durante o restauro. Com agendamento, visitas às quintas e sextas. Aos domingos todos podem entrar sem marcar, das 10h às 12h e das 14h às 16h.

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Humberto: Dilma recebeu "herança" positiva




Líder do PT no Senado, Humberto Costa destaca, nesta entrevista exclusiva ao Blog da Folha, que o primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff (PT) foi marcado pela inovação programas de infraestrutura e social, ao mesmo tempo que deu novos rumos ao controle da inflação e da crise econômica. Por outro lado, o petista reconhece a dificuldade que a gestão teve nos 12 meses iniciais por conta dos escândalos nos ministérios, mas ressalta que a administração agiu com firmeza nos episódios. “A herança que ela recebeu é positiva. Hoje, o Brasil é um país equilibrado, em crescimento econômico, com reservas cambiais, sem inflação e gerando empregos”, sintetiza o parlamentar, frisando as positivas avaliações no início de mandato segundo amostragens do instituto Datafolha.



Senador, qual a sua avaliação em relação ao primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff?

Muito positiva. Ela conseguiu dar conta do recado no Governo Federal, com a continuidade do governo do ex-presidente Lula. Mas, ao mesmo tempo, a presidente Dilma também inovou com diversos programas de infraestrutura e social. A presidente também deu um novo rumo aos problemas da inflação e da crise econômica. Apesar de os problemas mundiais, o Brasil tem conseguido se destacar como um país que está no roteiro de crescimento e desenvolvimento econômico, como um país que tem equilíbrio fiscal e da inflação.



Quais os pontos altos e baixos (erros e acertos) que se podem observar nesses 12 primeiros meses?

Poderia citar como pontos altos os novos programas, sobretudo na área de assistência social, como o programa de erradicação da miséria. Na área de infraestrutura, têm os projetos e as novas ações e obras do PAC. Por outro lado, tivemos dificuldade com a crise em relação a vários ministérios, ponto de maior dificuldade ao longo do primeiro ano e a repercussão da crise econômica internacional no país.


Dá para considerar que o Governo Dilma é de continuidade ou a presidente já conseguiu incorporar uma identidade própria a administração?


São as duas coisas: é um governo de continuidade aos princípios e ao projeto iniciado ainda com o ex-presidente Lula, mas também um governo que tem inovado, que tem procurado deixar as suas marcas. Um exemplo são os programas que a presidente Dilma vem desempenhando, como já citei, a exemplo o da erradicação da miséria.



Os sucessivos escândalos de corrupção – que levaram as demissões de ministros no Governo Federal – podem ser considerados uma “herança” do Governo Lula? E a presidente Dilma continua, no que muitos chamam, na “sombra” de Lula?

A presidente tem um governo que é gigantesco. Antes, a mídia e oposição se sentavam nos ministros do PT e, agora no governo Dilma, elas têm o objetivo de minorar a base política da presidente. O que tem se assistido é a busca permanente de denúncias nos ministérios de outros partidos. É um governo grande, mas existe sim algum tipo de irregularidade, porém ela tem agido com firmeza, se mostrando intolerante com qualquer tipo de caso de corrupção. Se for analisar os percentuais de aprovação com o do ex-presidente Lula, comparativamente, Dilma tem avaliação até maior. Ela não está na sombra do ex-presidente Lula, já imprime uma marca própria no governo.


Disponível em: www.folhape.com.br

Jarbas: "Dilma vive um governo de continuísmo"


Nesta entrevista concedida ao Blog da Folha, a principal voz de oposição em Pernambuco, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), avalia que o primeiro ano do governo Dilma Rousseff (PT) foi marcado pela “luta fraticida” na base governista, de olho na ocupação dos ministérios. O peemedebista aponta a corrupção desenfreada na administração pública como o ponto negativo dos 12 primeiros meses de gestão, que levou à queda de sete ministros em menos de seis meses. Jarbas declara que Dilma vive o dilema do “governo de continuísmo”, ficando à sombra do ex-presidente Lula. Entretanto, o parlamentar aponta, como acerto do governo, o reconhecimento da importância e do papel que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na história política-administrativa do país.

Senador, qual a sua avaliação em relação ao primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff?

Não foi um ano fácil para a presidente, com os escândalos seguidos de corrupção. Por mais que os governistas e o PT neguem, ela recebeu uma “herança maldita”. Mas ela sabia de tudo, pois ocupou uma posição-chave dentro do Governo. A verdade é que os ministros caíram por causa da luta fratricida que ocorre dentro da base governista e pelo papel fiscalizador da Imprensa e de instituições como o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União. Também foi um ano no qual ficou claro que a situação da economia já não é mais a mesma e que a crise internacional é maior e pode ter efeitos mais sérios sobre o Brasil.

Quais os pontos altos e baixos (erros e acertos) que se podem observar nesses 12 primeiros meses?

Eu aponto como o principal acerto da presidente a mudança na postura no exercício do cargo e também o reconhecimento da importância do papel do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que Lula e o PT quiseram jogar na lata do lixo da História. Dilma quebrou essa lógica perversa de que o Brasil começou em 2003. O ponto baixo realmente é a corrupção desenfreada no âmbito do Governo, que levou à queda de sete ministros e ameaças e suspeitas contra outros tantos. A presidente até pareceu que realmente tinha compromisso com a chamada “faxina ética”, mas logo desistiu e passou a ser levada pelos acontecimentos, pelos fatos divulgados pela Imprensa.

Dá para considerar que o Governo Dilma é de continuidade ou a presidente já conseguiu incorporar uma identidade própria a administração?
A presidente vive esse dilema. Mas a verdade é que cada pessoa é uma cabeça, tem um estilo próprio, individual. Sinceramente não acredito que ela faça nada de repercussão sem ouvir o Lula. Este é um governo de continuidade, mas também de continuísmo de muita coisa ruim que ocorria na gestão anterior.

Os sucessivos escândalos de corrupção – que levaram as demissões de ministros no Governo Federal – podem ser considerados uma “herança” do Governo Lula? E a presidente Dilma continua, no que muitos chamam, na “sombra” de Lula?
É como disse no início da entrevista: esses problemas foram herdados do ex-presidente Lula, que aumentou o número de ministérios, inchou a máquina pública e loteou esses espaços entre os partidos aliados. Mas a presidente Dilma tinha noção disso, pois ela ocupava uma função-chave no Governo, foi apresentada como a coordenadora de toda a administração. Ela é corresponsável. Isso é um fato. Dilma deve prestar contas à Nação.

Disponível em: www.blogdafolha.com.br

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De 1998 a 2018, quase 15 mil jovens foram assassinados na capital pernambucana. Números que vão muito além da estatística. Um triste retrato...