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No Recife, 15 ambulâncias que deveriam transportar deficientes físicos para tratamento médico estão paradas há mais de seis meses. Uma lei estadual, já em vigor, torna obrigatório que esse serviço seja prestado pelo Governo do Estado, mas, enquanto a medida não sai do papel, mães como Maria Conceição dos Santos(foto) precisam se sacrificar para garantir assistência aos filhos doentes. Não é por falta de ambulâncias que Conceição e os filhos enfrentam tantas dificuldades. Os veículos para transportar pessoas com necessidades especiais foram comprados no ano passado pelo Governo do Estado, mas nunca foram usados. Eles estão parados há mais de seis meses em um galpão da Polícia Militar, no bairro de Santo Amaro. Para deficientes
As ambulâncias deveriam fazer parte do projeto 'Pernambuco Conduz', para transportar pacientes até as unidades de saúde especializadas em reabilitação. O projeto, voltado para famílias de baixa renda, virou lei, aprovada em novembro de 2010, pela Assembleia Legislativa, e sancionada pelo governador Eduardo Campos. A lei diz que o Poder Executivo Estadual vai disponibilizar, na Região Metropolitana do Recife, transporte porta a porta e gratuito às pessoas portadoras de deficiência física com alto grau de dificuldade de locomoção. Serão beneficiadas famílias com renda familiar mensal inferior a um salário mínimo. A lei diz, ainda, que a Secretaria de Defesa Social, através do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, precisa disponibilizar os veículos necessários, incluindo manutenção e combustível e um bombeiro militar em cada um dos transportes.
Concursados Alguns soldados do Corpo de Bombeiros denunciam que o serviço não funciona até hoje porque faltam homens para dirigir as ambulâncias. Num concurso que começou há cinco anos, mais de 400 jovens passaram em quase todas as provas e entrevistas, mas, até hoje, eles não sabem se vão ser convocados. “Gastamos com exame de saúde, nos preparamos fisicamente, com academia... Fica toda uma tensão, uma angústia, por não ter uma resposta oficial do Governo. Em janeiro, está lá no site da SDS, falando que ia nos convocar. Pode pesquisar, em qualquer grupamento do Corpo de Bombeiros que você for faltam autobombas, as ambulâncias estão paradas por falta de efetivo”, revela um jovem, que não quis se identificar. (Fotos: reprodução da TV Globo) |
domingo, 5 de junho de 2011
Ambulâncias para deficientes paradas há seis meses
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