

A primeira grande “prova de fogo” do governo Dilma foi à votação do salário-mínimo, em fevereiro, que, com vitória folgada, o Congresso aprovou que todos os reajustes, até 2015, deverão ser feitos por meio de decretos presidenciais, sem precisar passar,necessariamente, pelas mãos do parlamentares. Outro teste de fidelidade foi à aprovação da Medida Provisória do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), que altera da Lei de Licitações sob o pretexto de agilizar a execução de obras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Porém, como ônus, a petista teve que amargar à pressão dos parlamentares que cobravam a liberação restos de emendas dos anos anteriores e a barganha para ter mais espaço no Governo Federal.

Presidente foi a primeira mulher a discursar na abertura numa conferência da ONU
Em contraponto as vitórias elásticas no Congresso, a primeira grande derrota do governo foi o Código Florestal, que acabou tomando um curso diferente do previsto pelo Palácio do Planalto, tendo o projeto original modificando. Assim como o código, a presidente ainda não conseguir aprovar a Lei Geral da Copa. Ambos os projetos tiveram suas votações adiadas para 2012. Apesar dos percalços, 2011 foi o ano em que a presidente Dilma recebeu, no Brasil, a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e foi a primeira mulher a abrir uma conferência da ONU, em Nova Iorque.
O início da gestão da presidente conquistou a aprovação de uma parcela considerável da população. Na primeira pesquisa de avaliação do Datafolha, 47% dos brasileiros avaliaram como ótimo/bom o governo Dilma, superando a marca do ex-presidente Lula (PT), que obteve 43%, em 2003. Na segunda medição, em junho, a aceitação cresceu dois pontos. Na última amostragem da CNI/Ibope, a petista obteve 56% de aprovação.
No plano de investimentos, o Brasil de Dilma não deslanchou como previa a petista, muito embora por conta das medidas preventivas com a crise econômica que ataca à Europa. No último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), divulgado em novembro, o Governo Federal havia executado R$ 143,6 bilhões em obras até setembro, porém o índice 14% a menos quando comparado com 2010.
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