

“O governo foi pautado pelo processo investigativo e promoveu mudanças nos ministérios que não foram de iniciativa do governo, mas da Imprensa e se utilizou disso para se livrar de ministros que foram indicados e herdados por Lula. Dilma não conseguiu, dado ao tamanho da base, imprimir a sua vontade. Mesmo com a base tão ampla, é nítido que o palácio não tem tirado os projetos do Congresso 100% da forma como enviaram”, criticou o deputado Bruno Araújo (PSDB).
Para o democrata Augusto Coutinho, além da crise nos ministérios, a presidente Dilma manteve a política do “aparelhamento político”. “Essa estrutura de aparelhamento, que veio com Lula, facilita a vida do governo no Congresso. Mas quem vai pagar a conta é o povo. A cooptação, com intenção de aniquilar a oposição, divide as estruturas com os partidos e repassa os ministérios a porteira fechada”, atacou.

Ferro: Dilma dá seguimento a política de distribuição de renda e crescimento econômico
No lado governista, destaca o deputado Fernando Ferro (PT), a presidente Dilma deu seguimento à política de crescimento econômico e de distribuição de renda, iniciada com o ex-presidente Lula. “Ela se consolida como uma liderança política, com identidade e que impõe uma marca própria, desmistificando que era marionete de Lula. Ela tem autoridade política e intelectual e hoje representa muito bem o governo”, elogiou o petista.
Segundo o senador Armando Monteiro Neto (PTB), a petista teve uma posição firme no sentido de fazer com que a política macroeconômica pudesse ter alguns ajustes e cita, como bons exemplos, o lançamento dos programas Pronatec e o Brasil Maior. Porém o petebista afirmou que a presidente Dilma poderia ter avançado nas prometidas reformas no Governo Federal. “A presidente Dilma tinha capital político para ter avançado mais na Reforma Tributária”, frisou.
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