
Em seis meses de governo, a presidente Dilma Rousseff (PT) contabilizou sete baixas nos ministérios, sendo seis por suspeitas de casos de corrupção. A exceção foi o ex-ministro Nelson Jobim (PMDB), que, em agosto, pediu demissão do Ministério da Defesa após fazer uma série de críticas a colegas e provocações ao governo. Em seis dos sete casos, os substitutos vieram dos partidos dos ex-ministros. Em todos os episódios, os ex-auxiliares foram “fritados” no cargo e acabaram pedindo demissão.
Corrupção levou Dilma substituir comando de seis ministérios. Jobim saiu por críticas
A primeira baixa ocorreu em junho, após uma reportagem revelar que o ex-ministro Antonio Palocci (PT/Casa Civil) cresceu seu patrimônio 20 vezes por meio de prestação de consultorias e tráfico de influência. Na esteira, o segundo a “cair” foi Alfredo Nascimento (PR/Transportes), em julho, depois de um descoberto um suposto esquema de superfaturamento em obras federais.
O peemedebista Wagner Rossi (Agricultura), mergulhado em denúncias da época em que foi presidente da Conab, teve a situação agravada quando pegou carona num jato de uma empresa que tem, com sócio, um de seus assessores. Já o ex-ministro Pedro Novais (PMDB/Turismo) foi desligado após a Operação Voucher prender de 38 pessoas, sendo seis do ministério. A situação se agravou quando revelou-se que Novais pagava uma empregada doméstica com dinheiro da Câmara Federal e sua esposa usava, como motorista particular, um funcionário de seu gabinete.
“Um fato preocupante é a onda de denúncias que continua com o envolvimento de políticos com corrupção. Parece que a corrupção no Brasil não tem fim. Vivemos um risco de denuncismo. A governabilidade fica comprometida porque ela vai ter que ficar trocando ministro, quebrando um recorde que até então era do governo Goulart”, ressaltou.
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