terça-feira, 3 de maio de 2011

Lonas milionárias do carnaval da PCR são encontradas cobrindo loja de material de construção

Fonte: Blog da Folha

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Mais de dois meses após a líder da oposição na Câmara, vereadora Priscila Krause (DEM), denunciar fraudes em licitações da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR), o aparecimento de novas contradições complica ainda mais a defesa da administração municipal, segundo a parlamentar. As lonas decorativas utilizadas pela fundação durante o Carnaval deste ano – licitadas num valor 716% acima do preço de mercado (R$ 490/m²) - não serão utilizadas em outros eventos da PCR, como justificavam os gestores municipais. Grande parte delas já não está mais à disposição da PCR e foram encontradas servindo como proteção numa loja de material de construção em Igarassu, Região Metropolitana do Recife (confira as fotos).

Para Priscila Krause, o flagra significa a comprovação de que o governo João da Costa “mentiu”. “Não tem como não ficar surpresa com essa informação. O povo do Recife está sendo governado por um grupo que não tem vergonha de distorcer fatos em benefício próprio, e isso está provado nesse caso das lonas. Acusamos o superfaturamento de 716% e a resposta deles é que eu estava tentando confundir a opinião pública. Justificaram com o argumento de que as lonas a preço de ouro seriam reutilizadas nos eventos seguintes da PCR. E como as lonas estão agora? Abandonadas em Igarassu, nas mãos da iniciativa privada. É dessa forma que o prefeito quer alavancar sua popularidade? Impossível”, afirmou a líder da oposição.

Em nota oficial assinada pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, publicada no mesmo dia em que a oposição denunciou o escândalo, 14 de fevereiro, o item sete registra: “O tipo de impressão contratado com a Prefeitura é à base de Látex, que é de qualidade superior, não agride o meio ambiente e é exigida garantia de 12 meses na impressão e de 24 meses de durabilidade para a lona, a fim de garantir o seu reaproveitamento nos demais festejos do município”. A vereadora vai anexar as fotos ao processo judicial que já corre na Terceira Vara da Fazenda Pública do Recife.

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