domingo, 25 de março de 2012

Ter medo de prévias, por quê?

 
Por Osmar Morais

Evitar prévias, por quê? Se é a maneira mais democrática de se escolher um candidato, internamente, num partido político? Seria tão interessante se a onda estadunidense pegasse por aqui... Imaginem só... O PT, o PSDB, o Democratas, o PSB, o PCdoB, o PDT, o PTB... Todos os partidos envolvidos, cada um, numa grande campanha nacional para a escolha do seu candidato à Presidência da República.  Seria o ressurgimento da força e importância dos partidos políticos no Brasil.
Aqui em Recife existe a possibilidade de disputa interna no PT, para a sucessão do Prefeito João da Costa. Onde o próprio Prefeito buscaria conquistar o direito a releição, contra o atual secretário de governo de Pernambuco e deputado federal licenciado, Mauricio Rands.
Se a moda pegar em Recife, irei adorar... Imaginem os partidos debatendo, democraticamente, com os seus filiados o candidato que o partido deve apresentar para as eleições de outubro próximo... Não tenho duvidas que muita surpresa iria acontecer.
Até quando os partidos políticos no Brasil irão se comportar como feudos medievais ultrapassados? O tempo é outro, não dá mais para aceitar essas praticas maléficas.
Os cidadãos, em sua maioria, não se envolvem com política, quando na verdade deveriam se jogar de corpo e alma. Será que não percebem que também carregam a culpa pela corrupção no Brasil. Quando nos omitimos, nos esquivando da participação política, passamos uma procuração em branco para qualquer mal caráter fazer o que bem quiser com o bem público. Damos o poder de mão beijada a quem não faz outra coisa, ao não ser nos ferrar.
Meus parabéns ao PSDB de São Paulo pela democrática escolha do candidato do partido à prefeitura da capital.
Os demais partidos precisam seguir o exemplo do PSDB. Não dá mais para fingir a existência de unidade onde não há. Se a unidade existisse, não haveriam tantos pré-candidatos dos partidos de oposição no Recife. A Mesa da Unidade, de fato, se traduz na Unidade particular de cada partido que a compõe.
Os partidos opositores ao PT no Recife não podem desconsiderar nomes importantes da cena política da cidade. As vereadoras Aline Mariano (PSDB) e Priscila Krause (DEM), são exemplos de renovação. Duas fortes lideranças da Câmara do Recife, assim como o pré-candidato e deputado estadual, Daniel Coelho (PSDB). 
Líder da oposição ao Prefeito João da Costa na Câmara do Recife, Priscila, ora e meia, aparece como nome natural para disputar a cadeira de prefeita do Recife. Por esses dias, circulou uma notícia nos meios de comunicação sobre uma possível composição de chapa, PMDB/DEM, com Raul Henry candidato a Prefeito e Priscila Krause na vice. Por que não o contrário: Priscila Krause na cabeça de chapa e Raul Henry na vice? 
Por outro lado, o deputado federal Mendonça Filho (DEM), ex-Governador de Pernambuco, aparece como o mais bem colocado da oposição nas primeiras pesquisas de intensão de votos. Vale lembrar que Mendonça, numa chapa puro sangue, terminou em 2º lugar no pleito de 2008.
Já a Frente Popular, precisa encontra um discurso que a defenda de tamanha incoerência política, como essa obstinada perseguição ao Prefeito João da Costa (PT). Eles terão muito o que explicar a sociedade recifense. Se é que o farão. 
Recife, Pernambuco e o  Brasil, precisam experimentar uma verdadeira onda de democracia. Chega do faz de contas. Chega de falsa participação popular. O PODER é do POVO. É hora de mudar para valer. Chega de ensaio mal feito, vamos a ação correta e eficaz. O poder é nosso, o PODER é do CIDADÃO. 
Que a cidadania se faça valer.

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