
O modo ordinário de receber a comunhão é diretamente na língua. Essa é a norma geral que se fixou em toda a Igreja por volta do século XIII. Com a reforma litúrgica que se seguiu ao Concílio Vaticano II (1962-65), a comunhão na mão passou a ser admitida conforme a solicitação das dioceses. Essa concessão baseia-se no costume dos cristãos dos primeiros séculos, extinto gradativamente por causa dos abusos e superstições que se infiltraram nas igrejas e pela vontade expressa da autoridade apostólica de fortalecer entre o povo a piedade e o sentido de adoração exigidos por tão grande mistério. Em todo caso, o “fiel tem sempre di reito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se quer receber na mão o Sacramento” (Instrução Redemptionis Sacramentum, 92; cf. Instrução geral sobre o Missal Romano, 161).
A recepção na boca é muito simples e não exige maiores esclarecimentos. Já a comunhão na mão precisa seguir uma série de cuidados para que se faça com a devida piedade. São Cirilo de Jerusalém (séc. IV) fazia a seguinte recomendação: “Quando te aproximares para receber o Corpo do Senhor (...) faze de tua mão esquerda como que um trono para tua direita, onde o Rei irá sentar-se.” O fiel deve consumir a hóstia imediatamente, na frente do sacerdote (ou do ministro extraordinário). Deve ainda examinar a mão e os dedos, para ver se não restou nenhuma partícula sobre a pele, pois Jesus está presente, todo inteiro, em cada fragmento do pão consagrado.
Seja como for, é preciso cultivar a correta atitude interior que se exige para receber a sagrada comunhão. Por sinal, nenhum conselho é melhor do que o de Santo Agostinho (séc. V): “Ninguém come esta carne sem antes adorá-la; pecaríamos se não a adorássemos.”
Basílica Santa Terezinha do Menino Jesus
Disponíveis em: www.capelasaojose.net
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